Câmbio termina a terça em queda, refletindo ata do Copom e receio de desaceleração americana
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,7081 (-0,8%)
▼ Dollar Index (DXY): ~104,2 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas repercutiu as preocupações com o crescimento econômico americano após um recuo do índice de confiança do consumidor do país, bem como a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil.
Variações | No dia: -0,78% | Na semana: -0,13% | No mês: -3,51% | No ano: -7,60% | Em 12 meses: +14,76% |
Cautela com a economia americana A taxa de câmbio do real apresentou tendência de baixa ao longo de toda a sessão desta terça-feira, em linha com o fortalecimento do peso chileno e do peso colombiano – as três moedas apresentaram os melhores desempenhos globais da sessão. Este movimento das moedas sul-americanas foi descolado do restante das divisas emergentes, que enfraqueceram em um dia de maior aversão global ao risco após o índice de confiança do consumidor americano medido pela Conference Board recuar pelo quarto mês consecutivo, de 100,1 pontos em fevereiro para 92,9 pontos em março, a leitura mais baixa para o indicador desde fevereiro de 2021. Os entrevistados apontaram para temores de que a inconsistência e a imprevisibilidade das tarifas de importação do novo governo Trump prejudique a economia do país. Nesse cenário de preocupação com o dinamismo americano, investidores tem diminuído a exposição de suas carteiras a ativos do país, o que parece ter beneficiado o desempenho de ativos brasileiros.
Ata do Copom Adicionalmente, contribuiu para o fortalecimento do real a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que elevou a taxa básica de juros (Selic) de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano, em linha com a expectativa de analistas. No documento, o Copom reforça seu compromisso firme com a convergência da inflação à meta em um contexto de “expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação e resiliência na atividade”, avaliando de que o ciclo de aperto monetário não se encerrou e apontando para uma provável nova alta da Selic, em menor magnitude, para a decisão de maio. A postura firme do BC com relação ao seu objetivo de estabilidade de preços, minimizando possíveis efeitos adversos da desaceleração econômica, aumenta as expectativas de novos ajustes na taxa básica de juros ao longo de 2025, o que tende a fortalecer o real.





