Câmbio fecha a segunda em forte alta, refletindo receios de escalada nas tensões comerciais globais
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,9112 (+1,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,3 pontos (+0,3%)
Em dia de intensa volatilidade, o mercado de divisas repercutiu os temores de uma “guerra tarifária” global após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar elevar as tarifas de importação sobre a China em mais 50 pontos percentuais se o país asiático retaliar as sobretaxas anunciadas pelo país americano.
Variações | No dia: +1,25% | Na semana: +1,25% | No mês: +3,59% | No ano: -4,32% | Em 12 meses: +17,47% |
Escalada nas tensões comerciais Em dia de intensa volatilidade, a taxa de câmbio do real oscilou mais de dez centavos entre a mínima (R$ 5,8154) e a máxima (R$ 5,9316) até encerrar a segunda em alta de mais de 1%, acumulando aumento de 5,0% em duas sessões. O enfraquecimento da moeda brasileira foi resultado do profundo pessimismo e aversão global a riscos de investidores, que temem que uma “guerra tarifária” global possa resultar em recessão econômica nos EUA e no mundo. Durante a manhã, um rumor de que os Estados Unidos poderiam pausar a aplicação de suas tarifas de importação por 90 dias levou a uma rápida reversão do movimento inicial, com um rali de ativos arriscados. Pouco depois, porém, a Casa Branca desmentiu o rumor, dizendo que não suspenderia as tarifas, enquanto o presidente do país, Donald Trump, ameaçou em rede social elevar as sobretaxas de importação sobre a China em mais 50 pontos percentuais. O país asiático, cuja tarifa para a exportação de seus produtos para os EUA está em 20% e deve subir para 54% na quarta, declarou na sexta passada (04) que retribuirá a medida com tarifas de 34% sobre a compra de produtos americanos a partir desta quinta. Hoje, Trump afirmou que se Pequim não recuar de sua retaliação, os Estados Unidos adicionarão mais 50% nas tarifas de importação sobre seus produtos na quarta-feira. Este ambiente de negócios de profunda incerteza e imprevisibilidade impulsionou o desempenho de ativos considerados “portos seguros” para momentos de estresse e incerteza, como o euro, o iene japonês e o franco suíço, enfraquecendo o real.





