Câmbio termina a terça em forte alta, refletindo escalada nas tensões comerciais globais
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,9980 (+1,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,0 pontos (-0,3%)
Em mais um dia de intensa volatilidade, o mercado de moedas repercutiu o ambiente de pessimismo e preocupação com uma recessão econômica global, após a China confirmar que irá retaliar as tarifas de importação anunciadas pelos EUA, enquanto o governo americano confirmou que elevará as sobretaxas sobre a China a 104% a partir de amanhã.
Variações | No dia: +1,47% | Na semana: +2,74% | No mês: +5,11% | No ano: -2,91% | Em 12 meses: +19,20% |
Temor de “guerra tarifária” global Em novo dia de intensa volatilidade, a taxa de câmbio do real oscilou quase quinze centavos entre a mínima (R$ 5,8598) e a máxima (R$ 6,0045), encerrando o pregão na maior cotação desde 21 de janeiro (R$ 6,0319) e acumulando perda de 6,6% em três sessões. A terça-feira havia começado com inexplicável recuperação do apetite por riscos, porém a aversão a riscos tomou conta ainda pela manhã por conta do acirramento das tensões comerciais mundiais. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou subir as tarifas de importação sobre a China de 54% pra 104% se o país asiático não desistisse de retaliar com tarifas de 34% sobre a compra de produtos americanos a partir desta quinta. Hoje, o governo chinês confirmou que fará essa retribuição, disse que não se curvará a “chantagens” e prometeu “lutar até o final”. O governo americano, por sua vez, confirmou que as sobretaxas chinesas passarão a 104% a partir da meia noite de hoje. Com isto, aumentaram-se os receios entre investidores de que o acirramento das tensões comerciais resulte em uma recessão econômica global, impulsionando o desempenho de ativos considerados “portos seguros” para momentos de estresse e incerteza, como o euro, o iene japonês e o franco suíço, e enfraquecendo o real.





