Câmbio fecha segunda em alta, refletindo tensões comerciais e PMI mais aquecido nos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6905 (+0,6%)
▼ Dollar Index (DXY): ~99,8 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas repercutiu a divulgação de dados mais aquecidos para o setor de serviços americano, bem como comentários de autoridades da Casa Branca ressaltando que os EUA manterão suas tarifas de importação mais elevadas de forma permanente.
Variações | No dia: +0,62% | Na semana: +0,62% | No mês: +0,26% | No ano: -7,89% | Em 12 meses: +12,13% |
PMI mais forte nos EUA Após abrir a sessão em baixa, a taxa de câmbio do real inverteu sua tendência para alta após a divulgação de números melhores que o estimado para o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços de abril nos EUA. O dado reforçou a leitura de que a economia americana permaneceu resiliente no mês de abril mesmo diante do choque tarifário aplicado pela Casa Branca, o que diminui as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve e favoreceu o desempenho do dólar frente a outras moedas, em particular as latino-americanas.
Defesa das tarifas Contribuiu para o enfraquecimento do real, também, declaração de autoridades da Casa Branca ressaltando a necessidade de tarifas alfandegárias mais altas. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou em discurso que “tarifas de importação, corte de impostos e desregulamentação não são políticas isoladas”, e, sim, os pilares da proposta de Trump para estimular investimentos no país. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, se negou a excluir a possibilidade de manter as tarifas de forma permanente quando questionado por repórteres, embora tenha reafirmado a possibilidade de acordos comerciais com outras nações. Estas declarações aumentaram os receios entre investidores de que as tensões comerciais globais continuarão elevadas por mais tempo, resultando em maior aversão a riscos e prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


