Câmbio fecha a quarta em queda, refletindo preocupações com o cenário fiscal americano
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6414 (-0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~99,6 pontos (-0,5%)
Em novo dia de agenda vazia, o mercado de divisas refletiu o ambiente de cautela global por conta de preocupação de investidores com a sustentabilidade da dívida pública americana em meio a discussões de um novo Orçamento no Congresso do país.
Variações | No dia: -0,48% | Na semana: -0,49% | No mês: -0,61% | No ano: -8,68% | Em 12 meses: +9,42% |
Proposta de Orçamento público americano aumenta preocupações com a sustentabilidade da dívida do país
Por que isso é importante: Receios de que o déficit público americano vá se acelerar nos próximos anos levou a uma fuga de títulos de dívida do país, enfraquecendo o dólar.
Curva de rendimentos dos títulos do Tesouro americano (% a.a.)

Fonte: U.S. Department of the Treasury. Elaboração: StoneX.
Panorama geral: A Casa Branca se esforça para passar no Congresso sua proposta de Orçamento, porém investidores temem que ele resultará em uma ampliação do déficit do governo e acelerará o ritmo de endividamento público.
- A maior preocupação em relação à sustentabilidade da dívida americana estimula investidores a fugirem dos títulos do Tesouro (Treasuries) do país, elevando as taxas dos rendimentos desses títulos e enfraquecendo o dólar perante outras moedas.
- Além disso, o projeto enfrenta resistências dentro do próprio Partido Republicano, com um grupo de deputados pressionando por maiores cortes de impostos e outro defendendo cortes maiores nas despesas.
Em detalhes: A proposta de Orçamento do Executivo propõe, entre outros tópicos, estender cortes de impostos aplicados durante o primeiro termo de Donald Trump, isentar alguns rendimentos de imposto de renda (como gorjetas e horas extras) e ampliar o limite de deduções de impostos estaduais.
- A Casa Branca afirma que os cortes de impostos serão compensados pelo aumento da arrecadação resultante da aceleração da atividade econômica.
- Porém, estimativas independentes projetam que o déficit público americano se acelerará, o que exigirá um ritmo de endividamento maior.
Contexto: Na última sexta-feira, a agência de classificação de riscos Moody’s rebaixou a nota soberana de crédito dos Estados Unidos, que perdeu o grau máximo de investimento (triplo A) nas três principais agências de classificação de riscos – Moody’s, Fitch (em 2023) e S&P (em 2011).
- a Moody’s demonstrou preocupação com o aumento da dívida pública americana, alertando para o custo de financiamento dessa dívida e para um desequilíbrio fiscal crescente, projetando um déficit de quase 9% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035, ante estimativa anterior de 6,4%, em 2024.
Em resumo: A preocupação de investidores com a economia dos EUA tem elevado o sentimento de aversão ao risco entre investidores, favorecendo moedas consideradas "porto-seguros", como o iene japonês, o euro e o franco suíço, e prejudicando moedas de países emergentes. Entretanto, o real foi uma exceção a esse movimento hoje, valorizando-se frente ao dólar.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


