Câmbio termina a terça em baixa, na contramão do avanço global do dólar
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6464 (-0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): ~99,5 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento amplo do dólar após dados mais fortes para confiança do consumidor americano, embora ajustes técnicos tenham favorecido o desempenho de moedas da América do Sul.
Variações | No dia: -0,52% | Na semana: -0,02% | No mês: -0,52% | No ano: -8,60% | Em 12 meses: +9,17% |
Dólar avança globalmente, repercutindo queda de juros no Japão e avanço do índice de confiança do consumidor americano
Índice de confiança do consumidor americano – Conference Board (pontos)

Fonte: The Conference Board. Elaboração: StoneX
Impulso inicial: A moeda americana exibiu valorização frente a maior parte das moedas globais desde a madrugada, impulsionada pelo expressivo recuo do iene japonês.
- A desvalorização do iene, por sua vez, foi resultado de notícias de imprensa que afirmam que o governo japonês considera reduzir a emissão de títulos de prazos mais longos, como 30 e 40 anos, devido ao aumento expressivo nos juros desses papéis provocado pela queda da demanda entre investidores.
- A perspectiva de oferta mais baixa desses papéis levou a uma queda nos juros para títulos japoneses e enfraqueceu o iene.
Confiança surpreende: O avanço do dólar ganhou força no final da manhã, após alta surpreendente do Índice de Confiança do Consumidor americano de maio.
- O indicador medido pelo Conference Board avançou de 85,7 pontos em abril para 98 pontos em maio, bem acima da projeção mediana de 87,3 pontos.
- A recuperação nas expectativas para a economia americana entre consumidores pode ter sido resultado dos recuos da Casa Branca na aplicação de tarifas de importação, diminuindo as alíquotas por 90 dias, em particular com a China.
América do Sul na contramão: Apesar dos ganhos generalizados do dólar, o real brasileiro e os pesos chileno e colombiano não seguiram a tendência e se fortaleceram diante da moeda americana.
- O fortalecimento dessas moedas sul-americanas pode ter sido resultado de ajustes técnicos, com investidores desmontando operações contrárias a essas divisas nos mercados futuros.
IPCA-15 mais moderado em maio contribuiu com a amenização de temores inflacionários no Brasil
Por que isso é importante: Embora a desaceleração do índice em maio reduza a percepção de que a taxa Selic permanecerá elevada por mais tempo, o que, isoladamente, poderia prejudicar o desempenho do real, a leitura mais moderada do indicador contribuiu para diminuir a preocupação dos investidores com relação à inflação brasileira, favorecendo, assim, a atratividade de títulos denominados em reais.
Em detalhes: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) apresentou uma elevação de 0,36% em maio, abaixo da alta de 0,43% em abril e da estimativa mediana de 0,45%.
- No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,80% e, em 12 meses, 5,40%, abaixo da alta anual de 5,49% observada em abril.
- O resultado de maio representa o menor avanço para o mês desde 2020, quando houve deflação de 0,59%.
- O núcleo do índice, que exclui os componentes mais voláteis, como alimentação e energia, também desacelerou, passando de 0,36% em abril para 0,32% em maio.
Em resumo: A moderação do IPCA-15 tende a aliviar os temores inflacionários no país, o que impactou positivamente a atratividade de ativos denominados em real, favorecendo a moeda brasileira.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


