Câmbio fecha a quarta em leve alta, refletindo decisão do FOMC e aguardando Copom
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5012 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~99,0 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu as expectativas pelas decisões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Enquanto o Federal Reserve manteve os juros estáveis e demonstrou cautela quanto aos seus próximos passos, há dúvidas quanto a um possível aumento da taxa básica de juros (Selic).
Variações | No dia: +0,08% | Na semana: -0,72% | No mês: -3,83% | No ano: -10,95% | Em 12 meses: +1,24% |
Fed mantém juros inalterados, ainda prevê dois cortes mesmo com inflação maior e crescimento menor
Como esperado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) manteve sua taxa de juros inalterada pela quarta decisão consecutiva, no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a., reiterando que seus integrantes desejam aguardar pela evolução de dados econômicos para ter maior clareza sobre o panorama econômico.
Por que isso é importante: A postura cautelosa do Fed em meio a um ambiente de imprevisibilidade e incerteza mantém os juros americanos estáveis por um período mais longo, favorecendo o rendimento de títulos do país e contribuindo para um fortalecimento global do dólar.
Panorama: No comunicado, o Comitê destacou que as incertezas econômicas se reduziram desde a decisão de maio, porém permanecem bastante elevadas.
- A mediana das Projeções Econômicas Sumarizadas dos membros do FOMC para inflação subiu de 2,7% para 3,0%, enquanto caiu de 1,7% para 1,4% para o Produto Interno Bruto. Essa alteração é um reflexo dos efeitos esperados pelas tarifas de importação, esperadas para o terceiro trimestre.
- Ainda assim, a mediana das projeções continua apontando para dois cortes de juros este ano. Comentando a aparente contradição, o presidente do Fed, Jerome Powell, minimizou a importância de projeções feitas em momentos tão incertos.
Aguardando a decisão do Copom
No Brasil, a taxa de câmbio oscilou entre margens estreitas mesmo após a decisão do FOMC, com investidores aguardando pela divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) após o encerramento das negociações.
Por que isso é importante: A decisão de manter ou elevar novamente a taxa básica de juros impacta o diferencial entre os juros brasileiros e os norte-americanos, afetando a atratividade dos títulos públicos nacionais e a entrada de capitais estrangeiros. Esse movimento, por sua vez, tende a influenciar o desempenho do real.
Panorama geral: No Brasil, as apostas de investidores ainda estão divididas quanto ao próximo movimento do Copom.
- Por um lado, parte das apostas indica que o Comitê deve elevar novamente a taxa básica de juros (Selic), indo de 14,75% a.a. para 15,00%, estendendo o ciclo de alta que foi iniciado em setembro de 2024.
- Para estes investidores, o BC deve se alinhar à postura mais firme que tem adotado nos últimos meses, especialmente diante da permanência dos índices de inflação acima da meta do estipulada pelo órgão e pelos dados resilientes para a atividade econômica nacional.
- Porém, outra parte acredita que o BC pode optar por manter a Selic inalterada, em 14,75% a.a.
- Tal leitura fortaleceu-se após divulgação, na última semana, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que mostrou uma alta abaixo do esperado para o índice no mês. Apesar de ainda permanecer significativamente acima de meta do BC, a maior moderação do índice levantou dúvidas sobre a continuidade do aperto monetário pelo órgão.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


