Câmbio fecha a segunda em baixa, refletindo retaliação iraniana aos EUA e falas de autoridade do Fed
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5047 (-0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~98,4pontos (-0,4%)
O mercado de divisas repercutiu o ataque dos EUA ao Irã no final de semana e a retaliação iraniana desta segunda, interpretada como contida e inclinada a uma busca pelo fim do conflito. Adicionalmente, falas da vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve sobre a possibilidade de cortes de juros em breve contribuíram para um enfraquecimento do dólar.
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Retaliação tímida do Irã a ataque americano reduz temores de um conflito prolongado no Oriente Médio
Após sofrer um ataque direto no fim de semana, Irã lança mísseis contra bases militares americanas no Iraque e no Catar, sem ferir ninguém.
Por que isso é importante: A retaliação iraniana foi mais contida que o temido por investidores, o que ajudou a diminuir os receios de uma piora nas tensões geopolíticas da região e favoreceu uma recuperação do apetite por riscos entre investidores, o que tende a beneficiar moedas de economias emergentes, como o real.
Panorama: Investidores temiam que o Irã pudesse bloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial, em retaliação ao ataque americano contra as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, no final de semana.
- O ataque iraniano foi interpretado como uma sinalização de que o país está disposto a encerrar os confrontos contra Israel e Estados Unidos, o que gerou otimismo entre investidores por uma redução das tensões geopolíticas na região.
Dirigente do Fed sugere que cortes de juros podem acontecer em breve
A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, disse em evento que apoiaria corte de juros na próxima decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), em julho, se as pressões inflacionárias seguirem contidas.
Por que isso é importante: Como Bowman é conhecida por sua postura mais firme contra a inflação, sua abertura a cortes de juros em breve pode influenciar apostas de juros mais baixos nos EUA, o que tende a prejudicar o dólar globalmente.
Panorama: Em discurso, a vice-presidente de Supervisão do Fed disse que espera “apenas um impacto mínimo” das tarifas de importação americanas na inflação do país e que antecipa que os preços continuem a moderar em direção à meta de 2% anuais buscada pela autoridade monetária.
- Por outro lado, Bowman se mostrou mais preocupada com as condições do mercado de trabalho.
- “Caso as pressões inflacionárias seguirem contidas, eu apoiaria diminuir a taxa básica de juros tão logo quanto na próxima reunião a fim de trazê-la mais próxima de seu ponto neutro e para sustentar um mercado de trabalho saudável”, disse.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


