Câmbio encerra a quinta em queda, apesar de dados de emprego mais fortes nos EUA
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,4042 (-0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~97,15 pontos (+0,4%)
O mercado de divisas repercutiu a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente ao desempenho acima do esperado do Relatório de Emprego (“Payroll”) de junho, que impulsionou o dólar em âmbito internacional. No Brasil, no entanto, a valorização dos contratos futuros domésticos favoreceu o real, que encerrou o pregão como uma das poucas moedas a registrar ganhos na sessão.
Variações | No dia: -0,77% | Na semana: -1,17% | No mês: -0,29% | No ano: -12,28% | Em 12 meses: -4,37%
Apesar de dados de emprego nos EUA sustentarem valor do dólar em âmbito global, o real registrou ganhos na sessão
O Relatório da Situação do Emprego ("payroll") do EUA de junho mostrou um aumento líquido de 147 mil empregos, acima da projeção mediana de 111 mil novas vagas e praticamente igual ao saldo de 144 mil empregos de maio.
- A taxa de desemprego também surpreendeu, ao cair para de 4,2% para 4,1% no período.
Por que isso é importante: Ao revelar que o mercado de trabalho permaneceu em ritmo saudável em junho, o relatório reduziu a preocupação dos investidores com relação a potenciais impactos imediatos das tarifas de importação americanas sobre o nível de emprego no país.
- Isto, por sua vez, diminui a expectativa por um corte de juros pelo Federal Reserve em sua decisão de julho, o que tende a fortalecer a moeda americana globalmente.
Contudo: Apesar de o dólar ter se valorizado frente à maioria das moedas consideradas "portos-seguros", impulsionado pelos dados mais robustos nos EUA, a divisa americana perdeu valor frente a algumas moedas de economias emergentes, como o real brasileiro, o peso mexicano e o rand sul-africano.
- Esse movimento pode ser atribuído, em parte, à queda da aversão ao risco no cenário global, estimulada pelo otimismo com a maior economia do mundo, o que tende a beneficiar ativos considerados mais arriscados, como moedas de países emergentes.
- No caso do Brasil, ainda, a valorização do real também pode estar relacionada à intensificação do fluxo de carry trade, impulsionado pelos juros elevados no mercado doméstico. Tal estratégia envolve captar recursos em países com taxas mais baixas para investir onde os rendimentos são mais altos, favorecendo, assim, a moeda brasileira.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.


