Câmbio fecha segunda em alta, refletindo as mais recentes ameaças tarifárias dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5865 (+0,7%)
▲ Dollar Index (DXY): ~98,1 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas repercutiu o ambiente de cautela nos negócios internacionais em meio à recente escalada nas tensões comerciais pelos Estados Unidos.
Variações | No dia: +0,69% | Na semana: +0,69% | No mês: +2,79% | No ano: -9,57% | Em 12 meses: +2,60% |
Investidores adotam compasso de espera e leve cautela perante novas ameaças de tarifas pelos EUA
O dólar se fortaleceu de maneira abrangente, embora modesta, na sessão desta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar durante o fim de semana tarifas de 30% sobre a importação de produtos vindos do México e da União Europeia a partir de 01 de agosto.
- Os movimentos discretos da maior parte dos ativos financeiros sugerem que que investidores permanecem céticos quanto à possibilidade de a Casa Branca elevar drasticamente suas tarifas de importação por tempo considerável.
- Adicionalmente, investidores evitaram assumir novas posições antes da divulgação de amanhã do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano de junho.
Por que isso foi importante: O desconforto causado pela nova escalada das tensões comerciais pelos EUA tem estimulado uma postura um pouco mais cautelosa de investidores, o que resultou em ganhos do dólar frente a quase todas as moedas.
Conta-gotas: Após estender o prazo para uma redução temporária de quase todas as tarifas até o final de julho, a Casa Branca passou a notificar de maneira errática algumas nações sobre novas tarifas de importação a partir de 01 de agosto.
- Desde a segunda-feira passada (07), Trump anunciou tarifas para 25 economias a partir de 01 de agosto, com alíquotas variando entre 20% e 50%.
- O presidente americano afirma que não irá prorrogar o prazo para efetivação dessas tarifas e alertou que aumentará as alíquotas dos países que imponham tarifas sobre produtos americanos como retaliação.
Em resumo: A falta de clareza nas diretrizes comerciais americanas tem estimulado uma mais cautelosa e paciente de investidores, o que tende a prejudicar o desempenho do real.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

