Dólar se mantém estável em dia de Ptax de fim de mês e inflação nos EUA
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,972 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): 104,1 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas repercutiu a disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que trouxe bastante volatilidade e concentrou o volume de operações nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a sua formação. Adicionalmente, investidores reagiram ao Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) em linha com as expectativas.
Variações | No dia: 0,01% | Na semana: -0,44% | No mês: 0,67% | No ano: 2,48% | Em 12 meses: -4,23% |
Taxa Ptax de fim de mês O dólar negociado no mercado interbancário encerrou a sessão desta quinta-feira com variação marginal ante o fechamento de quarta-feira. O volume de transações do dia ficou concentrado entre os horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa de câmbio Ptax, ou seja, entre os boletins das 10h00min e das 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e de derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações neste intervalo, disputando a sua definição. Hoje, a taxa Ptax de fevereiro se encerrou em R$ 4,9833, alta de 0,6% em relação ao fechamento de janeiro.

Pressão na inflação O principal direcionador das negociações na sessão de hoje foi a divulgação do PCE para os EUA, que se acelerou de 0,1% em dezembro para 0,3% no indicador cheio e de 0,1% para 0,4% no núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Ambas as leituras foram em linha com a mediana das estimativas de especialistas, de forma que já se antecipava uma inflação moderada no mês, e foram impulsionadas pelo aumento dos custos de serviços, como finanças e moradia. Ainda assim, a inflação ao consumidor manteve sua trajetória de moderação gradual no acumulado em 12 meses, caindo para 2,4% no índice cheio e para 2,8% em seu núcleo. Além disso, os gastos pessoais desaceleraram o ritmo de expansão em relação a dezembro, passando de +0,7% em dezembro para 0,2% em janeiro. A combinação desses fatores – alta antecipada pelos operadores de mercado, queda no acumulado anual e desaceleração nos gastos de consumo – contribuiu para que os mercados de ativos oscilassem pouco após a divulgação do dado e pouco alterassem as apostas dos investidores para a trajetória dos juros americanos, que ainda aponta um início mais distante para o ciclo de cortes de juros do Federal Reserve e crê em apenas três cortes ao longo de 2024.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 104,1 pontos, variação de +0,2% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo se valorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,697 pontos, avanço de 0,1% frente ao término de quarta-feira.




