Câmbio fecha segunda em forte baixa, refletindo cenário externo favorável a ativos arriscados
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,68 (-1,0%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,4 pontos (-0,3%)
O mercado de divisas repercutiu o ambiente de menor aversão ao risco entre investidores a nível global, após o anúncio de novas medidas de estímulo monetário pelo governo chinês para impulsionar a economia, bem como em razão dos dados moderados sobre o varejo nos Estados Unidos.
Variações | No dia: -1,02% | Na semana: -1,02% | No mês: -3,88% | No ano: -7,95% | Em 12 meses: +13,16%
Estímulos econômicos chineses A taxa de câmbio do real apresentou trajetória consistente de valorização nesta segunda-feira, encerrando o dia cotada a R$ 5,68, o menor patamar desde 7 de novembro (há quatro meses). O movimento acompanhou a tendência global de avanço de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, impulsionada em parte pelo anúncio, no último domingo (16), de novas medidas de estímulo monetário por parte do governo chinês. Autoridades locais divulgaram um “plano de ação especial” com o propósito de estimular o consumo doméstico, prevendo, entre outras iniciativas, a criação de empregos, o aumento do salário-mínimo e a concessão de suporte a investimentos e crédito para fomentar a demanda interna. Tais estímulos integram o projeto do governo chinês de dar prioridade à expansão da demanda interna neste ano, com vistas a mitigar o impacto das tarifas impostas pela administração do presidente americano, Donald Trump, sobre o setor exportador. Nesse contexto, ao reforçar a perspectiva de crescimento econômico na China, as medidas tendem a beneficiar, sobretudo, as moedas de países exportadores de commodities, como o real.
Vendas no varejo nos EUA O avanço dos ativos de arriscados ao longo da sessão também foi favorecido pelos dados de vendas do varejo norte-americano, que registraram alta de 0,2% em fevereiro, abaixo da estimativa mediana de 0,6%, porém superior à retração de 1,2% verificada em dezembro. Embora moderado, esse resultado sinaliza uma recuperação do varejo, contribuindo para consolidar as apostas em possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve e, simultaneamente, atenuando o receio de que a economia norte-americana esteja se desaquecendo em ritmo acima do desejado. Assim, reforça-se a perspectiva de um “pouso suave” para a economia dos Estados Unidos, indicando que o Federal Reserve poderá contar com maior flexibilidade para reduzir os juros ao longo de 2025, o que tende a promover um enfraquecimento global do dólar.




