
Mercado Externo Positivo: Crescem apostas num corte de juros nos EUA
O mercado financeiro está mais otimista nesta quinta-feira (dia 04), com expectativas para novos dados do mercado de trabalho dos EUA e para a próxima reunião do Fed no país. Após os dados de abertura de vagas (relatório Jolts) ter indicado um ritmo mais fraco de novas posições, as apostas de que a política monetária pode ser relaxada mais rapidamente ganharam força. A maior parte do mercado já espera um corte na taxa de juros dos EUA na próxima reunião do Fed, mas dados de emprego mais fracos poderiam incentivar uma trajetória mais inclinada, com uma trajetória de cortes mais rápidos. Nesta semana, ainda serão divulgados mais dados do mercado de trabalho do país.
Na Ásia, a maioria dos índices acionários terminou a quinta-feira (dia 04) em alta, após os ganhos das ações de tecnologia em Wall Street ontem. Além disso, a queda do dólar no âmbito internacional também contribuiu para o tom mais positivo. A exceção foram as bolsas chinesas, diante de preocupações com possíveis intervenções no mercado de ações.
As bolsas da Europa também estão, em sua maioria, no campo positivo, com as apostas em quase 100% de que o Fed cortará a taxa de juros na reunião deste mês. O Ibovespa Futuro também registra leve alta, acompanhando o mercado externo mais otimista.
Já o dólar à vista está próximo da estabilidade frente ao real, com o mercado atento também ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF e uma possível intensificação das sanções e/ou tarifas por parte dos EUA.
Soja em baixa
A soja registrou mais uma baixa no pregão noturno desta quinta-feira (dia 04) em Chicago, em meio a preocupações pelo lado da demanda e com as perspectivas de uma safra ainda robusta nos EUA.
O relatório dos USDA de agosto foi altista para a oleaginosa, com a surpresa de um corte de cerca de 1 milhão de hectares na área. Contudo, ainda são esperadas produtividades favoráveis, mesmo com o recuo recente das condições boas/excelentes das lavouras, num momento em que o nível de exportações do país preocupa, sem compras da China para a safra nova, e com a demanda por farelo também no radar, com o aumento do esmagamento para atender o consumo de óleo.
Por outro lado, destaca-se que as exportações brasileiras de soja devem continuar aquecidas em setembro, com a ANEC estimando 6,75 milhões de toneladas embarcadas.
Milho estável
O milho continuou seu movimento de correção e terminou o pregão noturno perto da estabilidade, diante das expectativas de um recorde absoluto para a safra norte-americana.
O último relatório mensal do USDA estimou uma produtividade média recorde para o país e, mesmo que sejam esperados cortes, devido ao clima mais seco em algumas regiões mais no final do ciclo, além do registro de doenças, ainda se aposta numa safra enorme e recorde.
Trigo em baixa
O trigo é continua pressionado pela colheita das safras de inverno ao redor do mundo, além da influência da queda do milho, uma vez que os dois grãos competem como fonte de energia nas rações.
As expectativas apontam para exportações russas mais fortes, reforçando os embarques da região do Mar Negro. A Alemanha vem confirmando uma safra de inverno muito boa e a Austrália deve colher uma safra muito favorável, com as estimativas para a produção sendo revisadas para cima.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.