
Mercado Externo: Mercado reage às sanções de Trump às petroleiras russas e à divulgação do CPI
Os principais índices acionários norte-americanos avançaram consideravelmente após a divulgação do CPI. Os preços ao consumidor avançaram em 0,3%, abaixo das expectativas de mercado de 0,4%. O núcleo do índice avançou em 0,2%, também abaixo das expectativas, que eram de 0,3%.
No Brasil, o IPCA-15 avançou em 0,18%, abaixo das expectativas de mercado, que eram de 0,25%. Desta maneira, o Ibovespa contempla alta nesta manhã de sexta-feira, acompanhando os ganhos da Vale e Petrobras.
Aparentemente, a reunião entre Trump e Xi Jinping ocorrerá de fato no dia 30 de outubro na Coreia do Sul, conforme anunciou a Casa Branca. O encontro contemplará as temáticas das terras-raras, setor de tecnologia, agricultura, entre outras tratativas que estão abrangidas nos entraves comerciais entre os dois países.
O real apresentou alta frente ao dólar dados os ganhos do petróleo após as sanções de Donald Trump a duas petroleiras russas nesta quinta-feira (23). A moeda brasileira segue em valorização após a divulgação dos índices inflacionários no Brasil e nos EUA.
Amanhã as 23h (horário de Brasília), o presidente Lula se encontrará com Donald Trump na Malásia de modo a discutir os entraves comerciais entre os países.
Na Ásia, bolsas fecharam a sexta-feira com ganhos. A Nikkei, do Japão, segue a contemplar bastante volatilidade após a eleição de Sanae Takaichi e a divulgação da coalisão com o Partido de Inovação Japonês. Hoje, o índice avançou 1,35%.
Na Europa, mercados operam em queda após a divulgação de índices econômicos na França, Alemanha e Reino Unido.
Soja em baixa
A soja contemplou leves perdas em Chicago neste pregão noturno após ganhos consideráveis de US¢10/bu na sessão de ontem.
As perdas se dão em meio a um movimento técnico de mercado, sobretudo depois do comportamento eufórico da precificação na quinta-feira. Os ganhos anteriores se dão, essencialmente, ao otimismo acerca da iminente reunião entre Trump e Xi Jinping ao final do mês e aos potenciais avanços nas tratativas comerciais referentes à pauta agrícola. Há alguns rumores que indicam que negociações envolvendo a soja possam acontecer entre os dois países, o que beneficiaria as exportações norte-americanas e os futuros do grão em CBOT. Ainda assim, não há confirmação de nenhuma operação de compra e venda.
Outro país que se tornou relevante nas negociações de Donald Trump foi a Índia. O governo americano estuda a proposta de diminuir as tarifas de 50% na nação asiática para 15% em troca de comercializações envolvendo o milho e a soja. A Índia estuda a viabilidade da operação. Há, todavia, alguns fatores negativos para potenciais acordos, como os altos estoques indianos para a soja e a rejeição da ideia por empresas locais.
Trump tenta, por meio destas estratégias comerciais, fornecer apoio “indireto” aos produtores norte-americanos.
Milho em baixa
O milho, assim como a soja, recuou nesta noite após ganhos significativos na quinta-feira.
As negociações com a Índia tendem a ser mais favoráveis para o milho, uma vez que o consumo do grão vem crescendo à medida que a produção de etanol do país cresce significativamente. Ainda assim, os resultados das tratativas ainda são incertos.
Ainda no segmento do combustível, a Indonésia estuda a possibilidade de implementar uma meta de mistura de 10% de etanol a partir de 2027. Com a medida, a produção interna no país tende a aumentar de 3 a 4 vezes, o que faria com que a demanda pelas matérias primas como o milho aumentasse consideravelmente. O milho norte-americano, portanto, absorveria estímulos altistas pela ótica da demanda e exportações.
Com a suspensão dos relatórios de vendas de exportação do USDA, não se tem mais a certeza de que as exportações do milho andam bastante aquecidas, como no final do mês passado, ainda que esta seja a tendência. Paralelamente, tem-se que o processo logístico em torno das exportações americanas está sendo ligeiramente afetado pelas dificuldades de transporte fluvial pelo Rio Mississipi, que está em baixo nível. Condições melhores da logística fluvial poderiam acelerar o ritmo de transporte e potencializar ainda mais as exportações norte-americanas.
Trigo em baixa
O trigo recuou nesta sessão após absorver ganhos do setor de grãos na quinta-feira.
Boatos indicam que os Estados Unidos estudam a viabilidade de vendas de trigo à China. Há a necessidade, por parte da nação asiática, de garantir alguns estoques para o grão de modo a evitar imprevistos associados ao clima. Desta maneira, parcela das importações de trigo pode advir dos Estados Unidos, ainda que esta seja uma operação complicada devido à guerra comercial.
A região noroeste dos EUA (que é mais acessível para o mercado do leste asiático por questões logísticas) foi um pouco menos atingida pelas condições climáticas desfavoráveis dos últimos dias, que podem ter prejudicado o desenvolvimento da cultura de inverno nas planícies do centro-oeste e centro-sul. Para os próximos dias, a previsão abrange chuvas intensas, que irão afetar a área de cultivo, principalmente nas planícies do sul. Após os próximos 5 dias, a tendência é que o clima predominantemente quente e seco seja retomado.
As colheitas no Rio Grande do Sul avançam bem à medida que o clima, quente e seco, está bastante favorável.
Na França o plantio vem demonstrando boa evolução. O país vem se destacando nas exportações semanais dos seus estoques recentemente.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.