
Mercado Externo: Dia de diálogo entre Trump e Sanae Takaichi no Japão
Os índices futuros dos EUA apresentam comportamento lateral nas primeiras negociações desta terça-feira, acalmando os ânimos das altas de ontem, impulsionadas pelo otimismo com relação aos acordos comerciais que o presidente americano, Donald Trump, está firmando em uma série de reuniões na Ásia nesta semana. Trump está atualmente no Japão, onde as tratativas com a primeira-ministra, Sanae Takaichi, devem ser boas. Em seguida, o presidente seguirá para a Coréia do Sul, onde terá uma muito aguardada reunião com o presidente da China, Xi Jinping.
No Brasil, o mercado abriu a semana em alta pelo otimismo com um acordo comercial com os EUA. Ontem foi noticiado que o Brasil pode indicar uma redução na alíquota de importação de etanol, que está atualmente em 18%. Regiões do Nordeste do Brasil são as principais importadoras de etanol americano em alguns momentos do ano. Ainda assim, o crescimento da oferta doméstica até mesmo nessas regiões deve fazer com que as importações do biocombustível sejam, do ponto de vista da balança comercial, um bom trade-off pela zeragem de tarifas contra o café e proteínas animais brasileiras.
Na Ásia, embora o otimismo com os acordos aumente, as bolsas fecharam predominantemente em baixa, o que também refletiu em um Yuan mais apreciado em relação ao dólar. Na Europa, os mercados também operam predominante em baixa nesta manhã.
Soja em alta
A soja segue em movimento de alta perante os avanços comerciais entre Estados Unidos e China, podendo-se observar que os preços atingiram a máxima de 15 meses através desta euforia. Ainda não há confirmação de negócios, mas tudo indica que a nação asiática realizará compras de soja americana, expandindo seus estoques até o início das colheitas das produções no Brasil e Argentina no início do ano que vem.
O plantio de soja no Brasil vem demonstrando boa evolução ainda que as chuvas, distribuídas de maneiras irregulares pelo território nacional, tenham atrasado um pouco os trabalhos de campo. Para os próximos dias, a previsão contempla níveis consideráveis de chuva, que devem ser intensificados nas primeiras semanas de novembro. Atrasos na cultura de soja podem impactar os cultivos de inverno, como milho safrinha e algodão.
Milho em alta
O milho acompanha os ganhos do complexo de grãos perante as atualizações no contexto do comercial mundial.
Os preços em Chicago, que atingiram os níveis máximos de outubro nesta segunda-feira, continuam a obter suporte através dos altos níveis de exportação norte-americanas para o grão. Ontem, as inspeções semanais de exportação do USDA revelaram um volume de 1,18 milhão de toneladas embarcadas na semana anterior.
A colheita nos EUA deve estar chegando aos estágios finais, ainda que as atualizações de safra do USDA estejam suspensas de divulgação devido à paralisação do governo norte-americano, que chega hoje ao vigésimo oitavo dia. Nos próximos dias, são esperadas chuvas no Centro-Oeste, o que pode atrasar os trabalhos de campo.
A Coreia do Sul realizou a compra de 200 mil toneladas de milho nesta terça-feira, e os Estados Unidos são uma das principais origens. Caso confirmada a transação, podem-se obter novos estímulos altistas para os preços advindos da pauta exportadora.
Trigo em alta
O trigo foi outra commodity que atingiu os patamares máximos de outubro nas sessões recentes.
O USDA entregou, desta vez, números abaixo das expectativas para as exportações de trigo americano referentes à semana passada. As 258 mil toneladas embarcadas no período revelam a queda de 48% em relação ao período anterior. Ainda assim, o volume de exportações de trigo estadunidense se mantém no nível mais alto dos últimos 12 anos, e este segmento da demanda vem fornecendo respiros aos preços em um contexto de grandes estoques e oferta mundial.
Quanto à cultura de inverno nos EUA, tem-se que o clima deve impactar menos as semeaduras de trigo nas grandes planícies em comparação aos trabalhos de campo do milho, por exemplo. Esse entendimento se dá a medida que os níveis de precipitação esperados nas regiões produtoras de trigo são mais moderados.
No Brasil, as chuvas irregulares vêm atrapalhando o ritmo de colheita, sobretudo no Paraná (No Rio Grande do Sul os trabalhos de campo vêm demonstrando melhor evolução). Ainda assim, o trigo brasileiro segue em queda devido a alta competitividade do grão internacionalmente.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.