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Grãos | Chamada de Abertura

By: Ana Luiza Lodi, Market Intelligence Specialist

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Mercado Externo: Incerteza sobre retornos no setor de tecnologia protagoniza recuo dos mercados

Ontem (06), os principais índices acionários norte-americanos encerraram as operações em queda, dada sobretudo pela incerteza sobre o setor de tecnologia. Os agentes em Wall Street adotaram uma postura bastante cautelosa quanto ao segmento, uma vez que os resultados de boa parte das principais companhias não são animadores em termos de lucro líquido e resultado operacional. Sabe-se que a receita gerada pelas IAs e tecnologias avançadas é bastante volumosa, mas, ainda assim, os custos de implementação e produção se encontram em altos patamares, paralelamente. Portanto, entende-se que os retornos econômico-financeiros no setor perante o atual contexto são ainda incertos.

Nesta manhã de sexta-feira (07), os mercados ampliam suas perdas da véspera.

Na cena nacional, o presidente Lula está em Belém para o início da COP-30, na próxima segunda-feira (10).

O dólar recuou globalmente nesta quinta-feira, uma vez que as incertezas em solo americano são demasiadas e se dão por diferentes perspectivas. Na cena política, via continuidade do shutdown, que hoje chega ao trigésimo-oitavo dia. No cenário econômico, dado que os empregadores norte-americanos cortaram mais de 150 mil postos de trabalho em outubro, e na própria esfera financeira, que contemplou perdas significativas nas high techs. Hoje, a divisa norte-americana tende a estender os recuos perante a uma agenda pouco movimentada.

Mercados na Europa e Ásia contemplam dinâmica de baixa mediante às perdas em Wall Street.

Soja em alta

Não há mais unanimidade no mercado quanto aos estímulos altistas advindos do acordo comercial entre China e Estados Unidos. Os agentes estão considerando um tanto quanto demoradas as operações por parte da ponta compradora chinesa.

Ainda que algumas importações de soja e de outras commodities agrícolas norte-americanas tenham sido contabilizadas desde o encontro Trump-Xi, os números são pouco empolgantes. Desta maneira, a soja contemplou um recuo de 2,4% em Chicago nesta quinta-feira.

Na última sessão noturna, os futuros conseguiram encontram algum suporte e recuperação após a China anunciar a suspensão de restrições de importação de três companhias agrícolas estadunidenses (CHS, Louis Dreyfus Company Grains Merchandising, EGT).

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta que uma La Niña está se consolidando neste momento. Caso o fenômeno seja confirmado, há algumas preocupações climáticas para a produção de soja no brasileiro, que se dão, sobretudo, na região sul do país, abrangendo os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. A expectativa, em casos de La Niña, é de que o volume de chuvas seja bastante irregular na região e, portanto, há a possibilidade de secas e estresse hídrico, o que pode comprometer os rendimentos da lavoura e, por consequência, impactar o basis no Brasil.

Milho estável

O milho encerrou o pregão em estabilidade, refletindo o comportamento predominante da commodity ao longo desta semana.

Há poucas atualizações para o milho nesta sexta-feira. O mercado está bastante parado, e os agentes buscam novos estímulos para operar em Chicago.

Ainda assim, há alguns pontos que podemos detalhar neste momento. Primeiramente, observa-se que a tendência climática para o Meio Oeste nos próximos dias é de seca, estendendo o comportamento das últimas semanas. Paralelamente, nota-se que alguns produtores detêm lavouras com produtividades mais robustas, outros com menor produtividade. Ainda assim, a expectativa de safra continua recorde no país, o que vem entregando estímulos baixistas aos preços.

O que pode comprometer os volumes da safra de milho norte-americano a longo prazo são os altos custos para cultivar o grão, considerando todas as despesas (Sementes, fertilizantes, taxas de juros, tecnologias etc.). Os custos de produção estão altos, sobretudo na comparação com outros grandes produtores, como Brasil e Argentina.

Conforme a média dos útlimos anos, a colheita nos EUA deve estar completa em cerca de 90% neste momento.

Trigo em baixa

O trigo Chicago apresentou dois recuos consecutivos, um nesta última sessão, e o outro bastante acentuado no pregão de ontem.

A Rússia continua a pressionar os futuros com as previsões de exportações de trigo em alto volume.

De maneira paralela, a China anunciou algumas compras de trigo norte-americano. Entretanto, a operação não foi suficiente para proporcionar euforia ao mercado, uma vez que os valores de cerca de 120 mil toneladas foram um tanto quanto decepcionantes. Parece uma jogada essencialmente política, uma estratégia comercial para continuar a colocar panos quentes nas tensões.

Ainda assim, são as exportações norte-americanas que vêm mantendo certa estabilidade ao grão em Chicago, impedindo que estímulos predominantemente baixistas façam com que os preços entrem em queda-livre.

O clima nas planícies centrais e do sul dos Estados Unidos é muito seco, e a previsão é de que os baixos volumes pluviométricos continuem nos próximos dias. Conforme a média dos últimos anos, as semeaduras devem estar chegando à completude, por volta dos 95%. A preocupação dos produtores agora deve se concentrar no desenvolvimento e em possíveis estresses hídricos da cultura.

image 122222Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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