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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Prata e ouro na "montanha-russa"

Os principais índices acionários norte-americanos iniciam o dia em queda.

A temática dos mercado de metais segue sendo uma pauta relevante no mercado após uma forte correção ao longo do pregão de ontem.

A dinâmica em torno da prata permanece altista, contudo, à medida que as condições macroeconômicas nos EUA seguem marcadas por incertezas e, na China, começam as restrições às exportações a partir de 1º de janeiro. No país asiático, os vendedores precisarão solicitar autorização ao governo para exportar o metal, sendo que o valor mínimo de produção anual corresponde a 80 toneladas, o que dificultará a participação de pequenos e médios produtores no programa de exportação. Com esse estímulo de alta sob a ótica da oferta, a prata apresenta ganhos de 7% nesta manhã, uma recuperação quase à altura das perdas anteriores.

O ouro também registra ganhos nesta terça-feira, de aproximadamente 1,6%. Ontem, o metal sofreu uma queda de 4,6%, apresentando comportamento semelhante ao da prata. Trump demonstrou sua insatisfação a repórteres com a postura supostamente pouco agressiva de Jerome Powell à frente do Fed. O presidente mantém uma posição mais expansionista, que pode acabar sendo transmitida ao Banco Central norte-americano por meio da escolha do novo presidente, que substituirá Powell ao final de maio. Novas quedas de juros podem contribuir para o enfraquecimento do dólar, o que estimula a demanda por ouro. Dessa forma, vislumbra-se um cenário em que a alta do ouro e da prata pode ser ainda mais duradoura.

O conflito na Ucrânia segue sem resolução, à medida que os “avanços” recentes começam a ruir. Trump manifestou sua insatisfação com Putin, e o presidente norte-americano parece irritado com a considerada inflexibilidade do líder russo. O petróleo Brent continua encontrando suporte nesse cenário e na persistência das tensões na costa venezuelana. A commodity energética registrou alta de 2,1% ontem e hoje opera também com ganhos, de 0,3%.

O índice DXY segue praticamente estável há uma semana, sem grandes volatilidades. Ainda assim, os preços permanecem em patamares relativamente baixos (em análise anual). Desde 1º de janeiro de 2025 — há praticamente um ano — a divisa norte-americana acumula perdas de 9,6%. Apesar disso, a relação entre o dólar e o real tem sido desfavorável à moeda brasileira neste mês de dezembro (mesmo com o aumento do diferencial de juros frente aos Estados Unidos). Até agora, a variação mensal para o câmbio doméstico é de 3,8%. A depreciação do real está correlacionada às incertezas políticas e econômicas no Brasil, que entra agora em ano eleitoral.

Soja em alta

A soja operou em alta na sessão, mediante ajustes técnicos, recuperando-se das perdas de 1,2% acumuladas nos últimos dois dias.

A vida dos produtores de soja nos Estados Unidos não está fácil, principalmente porque o volume de exportações continua muito aquém do necessário, tanto para o cumprimento da meta do USDA quanto para atender ao acordo firmado entre Trump e Xi no final de outubro.

Para a China, estima-se que as vendas somem cerca de 8 milhões de toneladas até o momento. O fim da retroatividade das vendas de exportação, previsto para a próxima semana, esclarecerá melhor os valores e a participação da China nas últimas operações. As inspeções do USDA revelaram que 751 mil toneladas foram embarcadas na semana passada, 19% a menos em comparação à semana anterior e 54% abaixo do mesmo período do ano passado.

O ritmo de exportações está 19% abaixo do necessário para o cumprimento da meta do USDA. Caso essa diferença persista, é bastante provável que o USDA revise para baixo as expectativas de exportação no próximo WASDE, o que pode contribuir para o aumento da projeção de estoques finais e, consequentemente, para a reforço dos estímulos baixistas sobre a oleaginosa.

No Brasil, a safra segue bastante promissora, e as condições climáticas permanecem adequadas, sobretudo sob a ótica pluviométrica. Na Argentina, a escassez de chuvas vem se mostrando um ponto de atenção, principalmente na província de Buenos Aires. Ainda assim, não é um problema consolidado para a cultura.

Milho estável

O milho permaneceu praticamente estável na sessão após registrar perdas significativas junto às outras commodities — principalmente os metais — no pregão de ontem.

As inspeções do USDA indicaram uma queda nas exportações de milho na última semana, provavelmente em função das festividades de fim de ano. Ainda assim, o ritmo manteve-se relativamente equilibrado, com 1,3 milhão de toneladas contabilizadas para o grão, 400 mil acima do mesmo período do ano passado.

Trigo em alta

O trigo encontrou suporte na sessão, em parte por fatores técnicos. Além disso, a volatilidade em torno do grão tem sido fortemente influenciadas pelas tratativas na Ucrânia, uma vez que os avanços e recuos nas negociações apresentam uma dinâmica de “vai e vem”. Predominantemente, o comportamento do trigo continua baixista.

As inspeções do USDA referentes à semana passada indicaram 302 mil toneladas embarcadas de trigo pelos Estados Unidos, 52% a menos que na semana anterior e 11% abaixo do mesmo período do ano passado.

Amanhã, será divulgado o relatório de vendas de exportação referente à semana do dia 18 de dezembro, o que permitirá avaliar com maior precisão o ritmo recente de comércio internacional de grãos pelos EUA

Obs: Devido às festividades de fim de ano, retornaremos com a publicação da "Chamada de Abertura" na próxima segunda-feira, dia 05 de janeiro. 

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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