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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Incertezas geopolíticas e dúvidas quanto a economia americana movimentam os mercados

Os principais índices norte-americanos operam de forma mista nesta manhã, enquanto os agentes aguardam dados econômicos relevantes e novos desdobramentos no contexto venezuelano.

Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos, uma grande incerteza tomou conta dos mercados. Os agentes temem que as tensões geopolíticas continuem a aumentar por meio da ação de players contrários aos EUA no cenário macroeconômico global, como China e Rússia. Além disso, os recentes comentários do presidente Donald Trump elevam as preocupações sobre possíveis ações envolvendo outras nações latino-americanas, como Colômbia e México.

Ainda assim, há poucas pistas sobre o que deve realmente acontecer. O cenário é marcado por apostas, suposições e previsões, o que amplia as margens para maior volatilidade na esfera financeira.

Hoje, os mercados iniciam majoritariamente em alta, tanto no complexo de grãos quanto no petróleo, algodão e, sobretudo, nos metais preciosos. Ouro e prata lideram os ganhos mais expressivos da sessão, movimento que já se tornou recorrente em meio às incertezas, uma vez que esses ativos são considerados reservas seguras de capital. O ouro avança 0,5%, enquanto a prata registra alta superior a 2% nesta manhã. O algodão também apresenta valorização acima de 1%, embora estímulos baixistas sob a ótica dos fundamentos possam reverter esse comportamento ao longo da sessão.

Os impactos nos fundamentos do mercado de petróleo devem ocorrer apenas no longo prazo, pois será necessário desenvolver a indústria petrolífera venezuelana para ampliar significativamente a oferta. Esse é um dos planos de Donald Trump para os próximos anos, de modo a obter maior influência sobre o petróleo venezuelano.

Na Ásia, os principais índices financeiros fecharam em alta nesta terça-feira. Na Europa, o movimento das bolsas também é positivo na sessão.

Soja em alta

A soja segue em alta após os ganhos robustos registrados ontem.

Boatos de que a China comprou entre 600 mil e 750 mil toneladas de soja americana impulsionaram o mercado no pregão desta segunda-feira (05), quando os futuros avançaram 1,55%. Atualmente, o acumulado das compras chinesas deve corresponder a cerca de 9 milhões de toneladas.

Apesar desse estímulo otimista, ainda é difícil prever se a China atingirá os 12 milhões acordados até o fim de fevereiro, principalmente porque o Brasil mantém alta competitividade e deve acelerar o ritmo de colheita nas próximas semanas.

O saldo líquido das posições dos fundos especulativos continua positivo para a soja, com 90 mil contratos comprados, embora vendas tenham ocorrido massivamente nas últimas semanas, em meio ao pessimismo que tomou conta do mercado.

As inspeções do USDA indicaram embarques de 980 mil toneladas de soja dos EUA na última semana, 26,7% acima da semana anterior, mas 24,3% abaixo das 1,3 milhão de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

As safras na Argentina e no Brasil seguem evoluindo bem, embora o clima permaneça como ponto de atenção, sobretudo na Argentina.

Milho estável

O milho manteve estabilidade na sessão após absorver os ganhos da soja no pregão anterior.

As inspeções do USDA indicam sinais de desaceleração nas exportações: na semana passada, foram embarcadas 1,2 milhão de toneladas, ante 1,33 milhão na semana anterior. Essa foi a segunda queda consecutiva nas últimas duas semanas. Ainda assim, o ritmo das vendas continua bom, especialmente em comparação ao ano passado, quando foram exportadas 877 mil toneladas na mesma semana.

O saldo líquido dos fundos (CFTC) permanece equilibrado, refletindo a estabilidade do grão nas últimas semanas. Na última divulgação (operações até 30/12), o saldo foi de aproximadamente 23 mil posições vendidas.

Trigo estável

O trigo em estabilidade na sessão após ganhos no dia anterior.

Ontem, o grão acompanhou a soja e o complexo de grãos, registrando valorização de 1,2%. A continuidade das tensões no Mar Negro segue dando suporte aos preços, enquanto a seca nas planícies norte-americanas também contribui para sustentar os futuros sob a ótica da oferta.

Nos últimos sete dias, o volume pluviométrico variou entre 0 e 5 mm em praticamente toda a região produtora. Embora a cultura não exija grandes níveis de precipitação, a questão climática passa a ser um ponto de atenção diante das possibilidades de estresse hídrico, principalmente nesta fase de perfilhamento.

As inspeções do USDA revelam, assim como no milho, uma leve desaceleração no ritmo das exportações norte-americanas. Na semana passada, foram embarcadas 183 mil toneladas de trigo, 42,5% a menos que na semana anterior e 55,6% abaixo do mesmo período do ano passado. Essa foi a segunda redução semanal consecutiva nos volumes exportados.

 

Milho, Soja e Trigo - Inspeções do USDA (divulgações desde 23/10)

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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