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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Qual o futuro da Groenlândia?

Os principais índices acionários norte-americanos registram queda substancial na manhã desta terça-feira - após o feriado de Martin Luther King Jr ontem, quando não houve operações - em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia em torno da Groenlândia.

O plano de Trump consiste no aumento da tributação sobre produtos provenientes de oito aliados europeus: Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos. Já existem tarifas comerciais sobre produtos desses países, e a estratégia do governo norte-americano para pressionar os europeus prevê a elevação dessas taxas em 10% a partir de fevereiro, podendo chegar a 25% no início de junho, até que haja uma resolução considerada satisfatória pelos EUA. As medidas foram muito mal-recebidas pelos europeus, que planejam utilizar o “Instrumento Anticoerção” para responder às novas tributações no campo econômico após enviarem tropas à Groenlândia no fim de semana.

Os desdobramentos dessas tensões fazem com que o índice de volatilidade dos mercados (VIX) suba mais de 20% (!) nesta terça-feira, refletindo a preocupação dos agentes com o andamento das tratativas — que carregam consigo a possibilidade de escalada para um conflito de natureza bélica.

O dólar também apresenta forte volatilidade nesta manhã, recuando mais de 0,9%.

Na Ásia e na Europa, os principais índices acionários também absorveram estímulos baixistas e apresentaram perdas nesta terça-feira.

O Canadá e a China firmaram um acordo comercial que prevê reduções substanciais de tarifas. Houve diminuição das taxas recíprocas básicas entre os dois países, em um movimento no qual o Canadá busca alternativas comerciais após o aumento das tributações norte-americanas sobre produtos canadenses em 2025.

 

Soja em baixa

Nos últimos dias, novas vendas dos Estados Unidos para a China e outros destinos sustentaram os futuros em Chicago, reforçando a percepção de demanda. Circulam rumores de que o volume combinado de 12 milhões de toneladas negociadas entre EUA e China até o fim de outubro teria sido alcançado graças às operações recentes — o que, se confirmado, seria um fator de suporte aos preços em um cenário de forte competitividade brasileira, que tende a pressionar as cotações.

As expectativas para a safra brasileira permanecem positivas, acompanhando o avanço inicial da colheita. Contudo, há preocupações climáticas no Sul do país, que enfrenta falta de chuvas nos últimos dias. A previsão indica manutenção do clima mais seco no Paraná, Rio Grande do Sul e na região de Buenos Aires, na Argentina, ao longo da semana.

A última atualização do relatório do CFTC, divulgada na sexta-feira (16) e referente ao período até terça-feira (13), mostrou uma redução líquida de 44.756 posições compradas, levando o saldo para 12.961 posições compradas. Esse saldo vem caindo desde meados de novembro, período em que o otimismo era elevado devido ao ritmo das compras chinesas. Desde então, o aumento proporcional das posições vendidas reflete a predominância de um movimento baixista na CBOT nas últimas semanas.

 

Milho em baixa

O milho acompanhou a soja e contemplou perdas, que carregam consigo um teor técnico de pressão de venda, e estímulos baixistas sob a ótica dos fundamentos.

O auxílio financeiro continuou sendo visto como uma solução bastante curto-prazista pelos produtores. O problema do milho é estrutural, associado ao desequilíbrio entre a grande oferta mundial (e propriamente norte-americana) e a demanda - que se mantém em bom nível dado o aquecimento das exportações e a esfera dos biocombustíveis, mas que é insuficiente para absorver todos os estoques do grão neste momento. Parte dos produtores enxerga que não há uma saída mais eficiente a curto prazo, e é por isso que o milho deve perder área na próxima semeadura.

Algumas vendas estadunidenses da última sexta-feira forneceram sustento aos futuros, apesar deste cenário de baixa: Foram 120 mil toneladas ao Japão, e cerca de 298 mil t a destinos desconhecidos.

O saldo líquido dos fundos (CFTC) retornou para a predominância de posições vendidas na última divulgação, o que reforça a pressão sobre os futuros em Chicago. 

 

Trigo em baixa

O trigo também acompanhou o complexo de grãos e encerrou as operações noturnas em baixa.

Não há grandes novidades para o trigo, além de que a Argélia realizou uma compra robusta de cerca de 600 a 700 mil toneladas. Ainda assim, os futuros em Chicago não absorveram potenciais estímulos altistas à medida que a maior parte da comercialização deve ter sido feita junto à Argentina, que possui os FOBs mais acessíveis do mundo neste momento. 

 

Outros Mercados:

O ouro e a prata apresentam ganhos bastante robustos nesta terça-feira, em meio à escalada das tensões entre os EUA e a Europa. Os metais, considerados reservas seguras de valor, tendem a se valorizar em momentos de maior risco e de depreciação do dólar norte-americano.

O petróleo Brent avança aproximadamente 1%, à medida que o mercado de energia absorve a volatilidade relacionada ao cenário na Groenlândia e os estímulos altistas decorrentes da expectativa de redução na produção por países da OPEP+, conforme aponta o Diário de Petróleo.

O algodão também registra pequenos ganhos nesta manhã, ensaiando uma recuperação leve após dois pregões consecutivos de perdas nos últimos dias

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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