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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Novo shutdown nos EUA?

Os principais índices acionários norte-americanos iniciam a semana em ligeira baixa, uma vez que fatores técnicos de mercado devolvem parte dos ganhos robustos do final da última semana.

A trégua das tensões em torno da Groenlândia havia oferecido sustento aos principais índices nas bolsas na última quinta (22) e sexta-feira (23), ainda que a retomada da pauta associada ao Irã tenha injetado novos riscos às operações, do ponto de vista geopolítico.

Hoje, os mercados já se encontram mais atentos ao front monetário, à medida que, nesta quarta-feira (28), ocorrerão decisões de juros pelo Fed e também pelo Copom. A expectativa é de que ambas as taxas sejam mantidas, tanto nos EUA como no Brasil. No cenário nacional, espera-se que, a partir da reunião desta semana, seja iniciado um novo ciclo de corte de juros, que tende a promover maiores volatilidades, estímulos de demanda e ganhos aos principais índices acionários brasileiros, ainda que o movimento ocorra em detrimento de uma potencial depreciação do real. Nos EUA, a situação da economia é modesta, mostrando fragilidades em alguns setores e resiliência em outros. O Fed deve manter as taxas inalteradas e observar o comportamento da economia a curto prazo, enquanto as tensões entre Trump e Powell seguem injetando incertezas à esfera monetária norte-americana.

A possibilidade de um novo shutdown ao final deste mais é mais uma pauta bastante relevante desta segunda-feira. Após a morte de uma cidadã norte-americana no dia 7 de janeiro de 2026 por um agente da ICE em Minneapolis, os democratas no congresso exigiram mudanças na supervisão e nova rigidez de conduta à agência. As mudanças contemplam alterações no âmbito orçamentário, o que carrega consigo algumas burocracias. Ainda que o Congresso tenha entrado em consenso sobre parte das mudanças, é possível que as determinações não saiam a tempo (até esta sexta-feira), o que pode provocar uma nova paralisação do governo norte-americano. As consequências seriam, novamente, o atraso na divulgação de dados econômicos relevantes, além da suspensão de alguns relatórios do USDA por tempo indeterminado, o que afetaria significativamente o segmento de commodites.

Na cena nacional, tivemos a divulgação do relatório Focus. As alterações da semana contemplaram uma redução da estimativa do IPCA para 2026, de 4,02% para 4%. Além disso, houve um ajuste para cima, em um centavo, do câmbio para 2027 e 2029.

Na Ásia, as bolsas tiveram dia de queda, mediante ajustes técnicos e a fatores desestimulantes, como o recuo do presidente do Canadá de uma posição comercialmente mais ativa junto à China, após Donald Trump ameaçar a imposição de tarifas comerciais de 100% ao país norte-americano, em caso de acordo comercial com o país asiático. No Japão, as expectativas seguem em torno do dia 8 de fevereiro, quando ocorrerá as eleições parlamentares, após a dissolução da Câmara Baixa por Sanae Takaichi.

Na Europa, os mercados também apresentam um movimento de baixa nesta manhã.

 

Soja em baixa

A soja apresentou baixa na sessão, ainda que a euforia dos agentes com as vendas de exportação do USDA, e também após a confirmação da conclusão do compromisso entre EUA e China tenham sustentado os preços nos últimos dias. 

Os futuros marcaram US¢1067/bu no fechamento.

 

Milho em baixa

O milho operou em direção contrária a soja, encerrando a sessão com perdas.

Após os números impressionantes no último relatório de vendas de exportação dos EUA, que sustentaram os futuros durante o final da última semana, os preços recuam, contemplando fatores técnicos e um sentimento ainda negativo dos agentes.

Entende-se que o mercado espera uma mudança mais estrutural para precificar uma alta mais acentuada do milho. Isto é, algo que impacte a demanda de maneira mais sustentada a longo prazo, como a ampliação da utilização do E15. Ainda assim, apenas essa determinação poderia não ser suficiente para equilibrar o mercado em termos de fundamentos. Portanto, a dinâmica essencialmente baixista pode perdurar ao milho até que os hectares sejam reduzidos para a próxima safra.

 

Trigo em baixa

O trigo esteve em alta durante praticamente todo o pregão, mas encerrou a sessão noturna com pequenas perdas.

A grande temática para o trigo americano é a possibilidade de “winter kill”. A preocupção climática acerca da cobertura de neve para proteger os grãos do frio excessivo tem sido um fator de sustento aos futuros. A cobertura de neve atual é considerada um tanto quanto baixa, o que fomenta a hipótese de que rendimentos podem decair em decorrência do inverno rigoroso no território norte-americano. Ainda assim, nesta semana são esperados níveis de precipitação (e de neve) mais acentuados nas regiões de plantio, sobretudo nas planícies centrais, do Kansas e ao leste do Colorado, o que pode diminuir a possibilidade de winter kill e promover nova pressão aos preços.

 

Outros Mercados:

Os metais seguem absorvendo estímulos altistas do atual cenário de incertezas, considerando a esfera geopolítica e econômica internacional. O ouro estende os ganhos em 2%, atingindo patamares próximos a 5100 dólares a onça. A prata também tem ganhos robustos, de quase 8%, nesta manhã, alcançando níveis próximos a 110 dólares a onça.

O petróleo Brent apresenta grande volatilidade, considerando as tensões no Irã. No momento, apresenta leves perdas, assim como o algodão, que, por sua vez, apresenta uma dinâmica de baixa mais longeva, desde o esgotamento dos estímulos altistas do WASDE, ainda que as vendas de exportação do USDA referentes à última semana tenham revelado bons níveis de aquecimento da demanda pela pluma americana.

O dólar estende as perdas nesta manhã via índice DXY, atingido as mínimas do mês em torno dos patamares de 97,2. O real demonstra apreciação frente a divisa norte-americana.

image 125655odityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 125654Fonte: **Estimativas StoneX.
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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