
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Dólar comercial (US$/R$) e Dollar Index (pontos)

EUA: Histórico e expectativa para a taxa de juros – atualizado em 05 de setembro de 2025

A divulgação de números para a inflação nos Estados Unidos deve influenciar as expectativas de investidores para a trajetória dos juros no país neste segundo trimestre.
Por que isso é importante: A estabilização da inflação americana em um patamar distante da meta perseguida pelo Federal Reserve, de 2% anuais, pode diminuir as apostas por cortes de juros pela instituição e favorecer a perspectiva de rendimentos de títulos americanos, o que tende a fortalecer o dólar globalmente.
O que esperar: A mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto é de uma alta mensal de 0,3% tanto no indicador cheio como em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia.
Panorama: O Federal Reserve persegue duas metas principais, a estabilidade de preços e a manutenção do pleno emprego.
Fraqueza nos indicadores de emprego: Na última sexta-feira (05), o Relatório da Situação do Emprego dos EUA mostrou uma geração líquida de 22 mil empregos em agosto, abaixo da projeção mediana de 75 mil postos de trabalho e do saldo de 79 mil de julho.
Variação de empregos urbanos nos EUA em setores selecionados (mil pessoas)

Variação no total de empregos urbanos nos Estados Unidos – média de 3 meses (mil pessoas)

Inflação ainda elevada: Ao mesmo tempo, o crescimento anual da inflação americana está acima de 2% há mais de quatro anos, sem sinais de estabilização nos últimos 12 meses.
Decomposição da variação anual do Índice de Preços ao Consumidor americano (%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve apresentar deflação de 0,15% em agosto, após alta de 0,33% em julho, segundo a mediana das estimativas do último Boletim Focus do Banco Central.
Por que isso é importante: A moderação do índice cheio, por um lado, contribui para reduzir o acumulado em 12 meses e pode reforçar a percepção de convergência da inflação à meta do Banco Central.
O que esperar?: A deflação esperada no índice cheio deve ser influenciada principalmente pelo recuo da energia elétrica residencial, o item de maior impacto negativo no IPCA-15 mais recente.
Panorama geral: Embora a deflação de agosto deva reduzir o acumulado em 12 meses e aliviar os temores inflacionários, isoladamente, o dado não deve alterar de forma significativa as apostas em torno da política monetária.
Investidores devem monitorar, também, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, previsto para terminar nesta semana.
Por que isso é importante: Investidores temem que uma eventual condenação de Bolsonaro possa piorar as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o que aumentaria a percepção de riscos de ativos domésticos e enfraqueceria o real.
Panorama: A Casa Branca vinculou explicitamente a imposição de tarifas e sanções sobre o Brasil às insatisfações com processos judiciais no país, em particular contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e as plataformas de mídias sociais.
Há consenso entre analistas de que o Banco Central Europeu (BCE) deverá manter inalterada sua taxa básica de juros na próxima quinta-feira (11), em 2% a.a.
Por que isso é importante: Mais do que a decisão em si, o mercado buscará sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária, especialmente quanto ao período em que pretende manter as taxas estáveis.
Panorama geral: No comunicado, espera-se que o BCE reitere a mensagem da reunião de julho, quando também manteve as taxas inalteradas e afirmou estar “bem posicionado para navegar as incertezas acerca das tarifas comerciais americanas”.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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