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Panorama Semanal de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Dólar deve refletir dados no Brasil e nos EUA, buscando calibrar expectativa para os juros em ambos os países

  • Altista
  • Moderação PIB brasileiro no terceiro trimestre pode aumentar as apostas de um início antecipado de um ciclo de cortes para a taxa básica de juros (Selic), o que prejudicaria a atração de investimentos estrangeiros e enfraqueceria o real.
  • Baixista
  • Divulgação de dados privados para a economia americana pode reforçar as apostas de investidores por cortes de juros pelo Fed em dezembro, o que prejudicaria a atração de capital externo e tende a enfraquecer o dólar globalmente.

Resumo da semana passada

  • O volume de negócios nos mercados financeiros globais foi reduzido por conta do Feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA.
  • Dados americanos sugeriram um enfraquecimento maior que o esperado para a economia americana, diminuindo as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionando o apetite por ativos arriscados.

Dólar comercial (US$/R$) e Dollar Index (pontos)

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Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

Variações do dólar comercial | No dia: -0,32% | Na semana: -1,25% | No mês: -0,84% | No ano: -13,65% | Em 12 meses: -10,95% |
Variações do Dollar Index | No dia: -0,12% | Na semana: -0,75% | No mês: -0,36% | No ano: -8,04% | Em 12 meses: -6,31% |

O MAIS IMPORTANTE: Expectativa de cortes dos juros americanos
Impacto esperado no USDBRL: baixista

Apostas para a decisão de juros do Federal Reserve de 10 de dezembro

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Fonte: CME FedWatch Tool. Elaboração: StoneX.   Probabilidades no mercado futuro de juros com referência a 28 de novembro de 2025.

Investidores devem acompanhar a divulgação de dados privados para a economia americana, buscando calibrar as expectativas para a trajetória dos juros no país.

  • Os indicadores terão um peso maior que o habitual por conta do atraso nas publicações de estatísticas oficiais causado pela paralisação do governo americano.

 

Por que isso é importante: A percepção de que os juros americanos cairão a um ritmo mais rápido deve reduzir a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e prejudicar a atração de capital externo, enfraquecendo o dólar globalmente.

 

Cenário contraditório: Nas últimas semanas, as estatísticas para a economia americana têm apresentado um cenário contraditório, com alguns indicadores sugerindo um desempenho mais vigoroso e outros sugerindo um desempenho mais fraco que o esperado.

  • Esse cenário parece sugerir parece mais condizente com uma tendência de desaceleração gradual da economia do país do que com uma piora brusca e intensa.

 

Leituras contraditórias: Esse cenário contraditório, por sua vez, também leva a leituras diferentes entre os integrantes do Fed sobre a conjuntura econômica e o balanço de riscos enfrentado pelos EUA.

  • Falas recentes de membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) mostraram que cinco integrantes defendem uma pausa no ciclo de corte de juros por avaliar que há um maior equilíbrio entre os riscos de uma aceleração da inflação e de um enfraquecimento do mercado de trabalho
  • Outros quatro integrantes defendem um novo corte de juros na decisão de 10 de dezembro, por avaliar que os riscos de enfraquecimento do mercado de trabalho ainda são preponderantes.
  • Os três membros restantes não se pronunciaram ou deixaram em aberto seus posicionamentos.
  • Por isso, a decisão realmente parece indefinida e de difícil antecipação.
  • Contudo, é provável que a decisão, seja uma redução ou uma manutenção dos juros, tenha uma larga maioria, visto que Jerome Powell, presidente do Fed, é um conhecido construidor de consensos e deve trabalhar para reduzir o número de dissidentes.

 

Apostas majoritárias: Ainda que o cenário econômico, o balanço de riscos e as opiniões de membros do FOMC estejam contraditórias, os investidores reforçaram suas apostas de que o Fed reduzirá seus juros na próxima decisão.

  • Essas apostas se concentram nos indicadores que apontam para maior fraqueza e diminuem a importância dos dados que contradizem esse cenário.
  • Essas apostas podem ser reforçadas esta semana após a divulgação da criação de empregos privados em novembro, pela ADP, e dos Índices Gerentes de Compras (PMI), pelo ISM.

 

Antecipando mudanças no Fed: Adicionalmente, contribuiu para a ampliação das apostas de investidores por um ciclo mais rápido de cortes de juros pelo Federal Reserve a publicação de reportagens de imprensa que afirmaram que o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, é o favorito a ser indicado como próximo presidente do Federal Reserve.

  • O mandato de Powell como presidente do Fed se encerra em 15 de maio, embora ela possa querer continuar como membro do Conselho de Governadores até janeiro de 2028.
  • Investidores entendem que Hassett é o candidato mais alinhado à Casa Branca e que provavelmente seria o mais cooperativo para avançar as prioridades de Donald Trump. Sua indicação traria sérios questionamentos quanto à independência do Federal Reserve.
  • Trump defende que as taxas de juros americanas podem cair substancialmente sem acelerar a inflação. Por isso, acredita-se que Hassett se esforçaria para reduzir os juros mais rapidamente, talvez até mais do que seria prudente.
  • Porém, a indicação oficial da Casa Branca ainda deve demorar mais algumas semanas. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que há “uma boa probabilidade” de que Trump faça a indicação até o Natal.

 

PIB brasileiro no 3ºT
Impacto esperado no USDBRL: altista

No Brasil, o destaque da semana é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que deve confirmar a tendência de moderação do crescimento econômico do país.

Por que isso é importante: Se confirmada, a moderação do PIB tende a aumentar as apostas de investidores por cortes de juros mais rápidos pelo Banco Central, ao passo em que se observa uma estabilização gradual da inflação em direção à meta do órgão.

  • Isto, por sua vez, reduziria a atratividade dos títulos nacionais e prejudicaria a atração de capital estrangeiro, enfraquecendo o real.

Expectativas: A mediana das projeções aponta que o crescimento trimestral do PIB deve ter caído de 0,4% no segundo trimestre para 0,3% no terceiro.

  • O crescimento acumulado em quatro trimestres se reduziria de 2,0% para 1,8% no mesmo período.
  • Embora o Banco Central sinalize preocupação com a dinâmica inflacionária brasileira, o enfraquecimento da atividade produtiva pode favorecer uma decisão de antecipar o início do ciclo de cortes para a taxa básica de juros (Selic).
  • Neste momento, a maior parte das projeções consideram que essa primeira redução ocorrerá na decisão de 28 de janeiro.

 

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TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e StoneX cmdtyView.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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