No primeiro pregão da última semana, os futuros do milho operaram tanto no campo negativo como no positivo, mas encerraram o dia com leves desvalorizações. Na segunda-feira (23), o setembro/21 recuou 0,75 cent/bushel no comparativo diário. As cotações do grão, assim como no final da semana anterior, seguiram sendo direcionadas pelas incertezas em relação às mudanças no mandato de mistura da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e pelas questões climáticas no cinturão de milho do país.
O USDA divulgou no dia seu relatório semanal de inspeção de exportações dos EUA. O país embarcou 724,8 mil toneladas na semana encerrada em 19 de agosto, contra 781,5 mil na semana anterior. Desse modo, as exportações acumuladas na safra 2020/21 (set/20 – ago/21) chegaram a 65,1 milhões de toneladas, contra 41,5 milhões no mesmo período da temporada passada.
Intraday semanal - setembro/21 (CME)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (24), os contratos do cereal voltaram a avançar em Chicago, com o setembro/21 valorizando 6,5 cents/bushel, recebendo suporte na piora das condições da safra norte-americana, trazida pelo relatório do USDA do dia anterior.
Na quarta-feira (25), os futuros do cereal valorizaram novamente na CBOT, com o contrato de vencimento mais curto avançando 6,75 cents/bushel no comparativo diário.
A Administração de Informação de Energia (EIA) relatou no dia que a produção de etanol dos EUA recuou para 933 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 20 de agosto, contração de 40 mbpd no comparativo semanal. Os estoques do biocombustível também apresentaram uma queda, de 335 mil barris, para 21,22 milhões de barris.
As previsões climáticas para o Meio-Oeste dos EUA continuam mostrando uma quantidade benéfica de chuva para os próximos dez dias. A safra de milho está em sua fase final de desenvolvimento, então as chuvas devem beneficiar a produção de forma marginal ou apenas estabilizar as safras nas regiões mais secas.
Na quinta-feira (26), o mercado de milho teve um dia misto em Chicago, com o setembro avançando 1,5 cent/bushel, mas com os contratos mais distantes desvalorizando. Os contratos mas longos foram pressionados pelos dados climáticos, mas receberam suporte dos bons dados de exportação referentes à safra 2021/22.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
O Departamento informou que as vendas líquidas da safra 2020/21 na semana encerrada em 19 de agosto totalizaram 6,6 mil toneladas, contra 216,5 mil toneladas na semana anterior. Desse modo, os compromissos referentes à safra 2020/21 de todos os destinos do cereal norte-americano totalizaram 70,3 milhões de toneladas, contra 44,5 milhões na mesma época de 2020. Em relação à safra 2021/22, foram vendidas 684 mil toneladas, contra 510 mil na semana anterior.
Na sexta-feira (27), o cereal avançou em Chicago, com o setembro/21 subindo 5,5 cents/bushel, encerrando a semana cotado a 558 cents/bushel. Com isso o contrato em questão acumulou uma alta de 19,25 cents/bushel em relação ao final da semana anterior, ou 3,6%.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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