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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

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Milho tem ganhos leves em chicago; WASDE morno tem impactos limitados no mercado; Brasil realiza o primeiro carregamento de DDG para a China

  • Altista
  • Exportações em baixa nos Estados Unidos
  • Novos estímulos para o mercado da soja transbordam para o milho
  • Safra argentina revisada para baixo
  • Consumo global aquecido
  • Baixista
  • Mercado global de milho bem abastecido
  • Safra sul-americana pode ser recorde, apesar da persistência de riscos
  • Conflitos geopolíticos aumentam riscos para o mercado

CBOT

Os futuros do milho encerraram a semana em leve alta, com o vencimento de maio/26 fechando a sexta-feira a US¢442,00/bu (+0,7%). Em uma semana marcada por um WASDE morno e poucas manchetes específicas, o mercado seguiu encontrando poucos fatores pautar sua dinâmica. Ainda assim, diversos fatores aparecerem como merecedores de atenção, podendo ser desenvolvimentos que venham a impactar o mercado de milho nas próximas semanas.

Intraday (15 min) contrato de mai/26 - CBOT

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Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.

WASDE | O relatório de Oferta & Demanda do USDA, publicado na última terça-feira (10/fev) trouxe poucas alterações para o balanço global de milho. O grande destaque ficou para mais uma revisão positiva nas exportações de milho dos Estados Unidos, que estão agora em 83,2 milhões de toneladas. Apesar de ser uma revisão importante, não foi nada fora das expectativas do mercado, dado que as exportações americanas seguem apresentando amplo dinamismo já há algum tempo.

O USDA não realizou revisões para o Brasil, dada a incipiência do plantio da safrinha. Nos chama atenção o fato de o departamento ainda manter o número de 136 milhões de toneladas para a safra 2024/25, dado que diversas fontes convergem para números mais próximos das 140 milhões de toneladas na safra do ano passado. Veremos se esses números serão revisados futuramente.

O consumo global de milho cresceu levemente em relação ao que era estimado no relatório de janeiro. Na Ucrânia, um incremento de 200 mil toneladas no consumo doméstico foi compensado por uma queda de 1 milhão de toneladas nas exportações, que têm sido bastante impactadas por problemas logísticos e atrasos de colheita nos últimos meses.

ÍNDIA | Na semana passada, Estados Unidos e Índia anunciaram um novo acordo comercial prevendo uma redução para 18% das tarifas recíprocas de 25% impostas pelo país americano em abril. Outros 25% de tarifas associadas à compra de petróleo russo por parte da Índia também foram zeradas após o país se comprometer a diminuir a relação comercial no setor de energia com o país eurasiático.

O acordo foi bem recebido no mercado dado que o setor agrícola foi nominalmente citado no texto oficial. As tarifas indianas sobre diversos produtos agrícolas norte-americanos devem ser zeradas, muito embora o milho especificamente não tenha sido citado diretamente no primeiro comunicado oficial.

USMCA | O mercado americano também acompanha com certa ansiedade as discussões acerca do USMCA. O acordo, que foi assinado em 2018, no primeiro mandato do presidente Donald Trump, veio em substituição do antigo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) e prevê a manutenção de uma zona de livre-comércio entre Estados Unidos, México e Canadá, embora se diferencia de seu antecessor em diversas regulações em setores específicos. Ao longo das últimas semanas, após uma escalada de tensões com Canadá e México, foi noticiado que o presidente Trump poderia estar avaliando a saída americana do acordo.

Os Estados Unidos são uma origem preferencial de milho para o México, sendo este país o principal importador do milho americano. Se há um amplo dinamismo nas exportações americanas de milho, muito disso se deve ao fato de o cereal americano chegar ao México com logística favorável e tarifa zero.

Dessa forma, a possibilidade de um fim do acordo é um ponto de atenção bastante importante que pode prejudicar o ritmo das exportações americanas. Ainda assim, dois pontos: 1) mesmo na hipótese de um fim do USMCA, o milho americano provavelmente continuaria chegando no México a preços mais competitivos em relação a outras origens, embora o encarecimento do produto possa ser um fator de pressão sobre as margens dos setores consumidores no país; 2) a possibilidade de um fim de fato do USMCA não é tão grande, dado que diversas cadeias industriais dos Estados Unidos (como o setor de automóveis) dependem fortemente da integração comercial entre os países, o que seria um fator que pesaria contra um possível alteração da dinâmica comercial entre os países.

Brasil

Os preços de milho no Brasil recuaram ao longo da semana passada. O mai/26 na B3 encerrou o dia a R$70,61/saca (+2,2%). Mesmo com um dólar mais forte pesando sobre o mercado doméstico, ainda observamos um maior apetite comprador ao longo da semana passada. Mesmo assim, ao que tudo indica, a safrinha já começa a se desenvolver relativamente bem.

Intraday (15 min) contrato de mai/26 - B3

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Na semana passada, um fato que chamou bastante a atenção foi o anúncio do primeiro carregamento oficial de DDG brasileiro para o mercado chinês na história. Trata-se de uma carga de 62 mil toneladas de DDG da Inpasa.

Desde o final de 2024, autoridades brasileiras e chinesas já discutiam algum enquadramento que viabilizasse as exportações do produto para a China, que é um importante mercado importador. Em maio de 2025, foi oficialmente autorizado o comércio de DDG entre os países, que ainda dependiam de algumas autorizações fitossanitárias, que foram concluídas no segundo semestre do ano passado.

A abertura – agora oficializada – do mercado chinês para o grão de destilaria brasileiro é essencial para o fortalecimento da agroindústria brasileira. Dado o acelerado crescimento do setor de etanol de milho, tem-se a expectativa de que a produção de DDG possa dobrar nos próximos anos. Dessa forma, a habilitação do comércio internacional desse coproduto do etanol de milho seria essencial para manter o balanço doméstico equilibrado em um contexto de possível sobreoferta. Ainda assim, o consumo doméstico de DDG também segue crescendo.

Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Preços físicos no Brasil (R$/sc)

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Fonte: StoneX.

AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS

 
  • Grãos e Oleaginosas

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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