- Fatores baixistas
- Produção mundial 24/25 amplia diferença frente ao consumo, segundo o USDA;
- StoneX estima produtividade recorde para os EUA;
- Margens de esmagamento mais pressionadas na China;
- Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
- StoneX estima produção recorde para a safra brasileira 24/25;
- Condições de safra favoráveis nos EUA.
- Fatores altistas
- Medidas de incentivo adotadas pelo governo chinês;
- Fundos com elevada posição vendida
- Esmagamento aquecido nos EUA;
- Conversão de plantas para diesel renovável na Califórnia;
- Previsões de clima mais seco em algumas regiões dos EUA;
- USDA aumenta novamente as importações chinesas.
Na semana passada, as cotações da soja alternaram momentos de alta e de baixa em Chicago, mas encerraram o período no campo negativo. O vencimento para setembro fechou a sexta-feira (dia 02) em 1018 cents por bushel queda de 4,5% no período.
As perspectivas bastante positivas para a safra norte-americana continuam pesando sobres os preços e limitando a possibilidade de altas mais sustentadas, num momento em que o USDA estima um balanço mundial mais folgado, com ampliação da diferença entre produção e consumo no ciclo 24/25.
O acompanhamento semanal de safra do USDA indicou que 67% das lavouras de soja 24/25 dos EUA estava em condições boas/excelentes, 1 p.p. a menos que o número anterior, mas ainda bastante acima da média de cinco anos par o período.
soja norte-americana está entrando em período de enchimento de grão, crítico para a definição da produtividade. Com isso, o clima continua sendo acompanhado de perto. No começo da semana passada, as previsões indicavam um padrão seco e quente para boa parte do Meio Oeste, que poderia predominar por algum tempo. Contudo, os modelos climáticos mudaram, passando a ficar mais favoráveis. Já as previsões mais recentes voltaram a indicar um clima mais seco nos próximos 10 dias no Sul e no centro do Meio Oeste, o que poderá gerar algum estresse sobre as lavouras.


Destaca-se que a StoneX dos EUA divulgou sua primeira estimativa de produção para a safra 24/25 do país, com base em levantamento de produtividade e considerando a área plantada oficial do USDA. A produção esperada ficou em 122 milhões de toneladas, com uma produtividade nacional recorde para o país, em 3,54 toneladas por hectare. Esse resultado levaria os estoques finais a alcançarem 13,15 milhões de toneladas, considerando as variáveis de demanda estimadas atualmente pelo USDA, com uma relação estoque/uso de 11,1%, mantendo as perspectivas de balanço confortável.

Fontes: USDA e StoneX.
No Brasil, a safra 24/25 começa a ser semeada somente em setembro, com possibilidades de recorde, segundo os primeiros números da StoneX. Estima-se uma produção em 165 milhões de toneladas, aumento de 10,8% em relação ao ciclo anterior, impactado por questões climáticas.
Esse avanço é resultado da perspectiva de recuperação da produtividade, desde que o clima não traga maiores surpresas, e também de continuidade do crescimento de área. A área plantada nacional foi estimada em 46,5 milhões de hectares, aumento de 0,79% em relação ao ano passado. Destaque para avanços de área no Centro-Oeste e, em menor medida, no Paraná e em Santa Catarina. Essa variação anual de área é mais modesta em comparação ao observado no passado recente, uma vez que o cenário de preços da oleaginosa está menos favorável.
De qualquer forma, no caso da América do Sul, ainda é cedo, com as possibilidades de La Niña no final do ano trazendo riscos de clima mais seco na Argentina e no Sul do Brasil.
Pelo lado da demanda, o Brasil embarcou mais de 10 milhões de toneladas de soja nas primeiras quatro semanas de julho, levando o acumulado desde janeiro para 74,3 milhões de toneladas. De qualquer forma, como a safra 23/24 foi menor, a tendência é que os volumes sejam mais fracos nos próximos meses.
No EUA, as vendas de exportação na semana encerrada em 25 de julho alcançaram 376,4 mil toneladas para a safra 23/24, superando o teto das estimativas do mercado, que iam de 75 a 300 mil toneladas. No acumulado, foram negociadas 45,5 milhões de toneladas, contra uma estimativa de embarques de 46,2 milhões, lembrando que o ciclo termina no final de agosto.

As atenções devem continuar bastante centradas na safra dos EUA, uma vez que as plantas se encontram no período mais crítico para a definição de produtividade. Na próxima segunda-feira (dia 12), será atualizado o relatório mensal do USDA, cuja edição de agosto sempre é sempre muito aguardada, com a produtividade norte-americana passando a incluir informações de campo.
Hoje, no final da tarde, a atualização bastante importante se refere às condições de safra dos EUA, cujos percentuais bons/excelentes têm se mantido consistentemente acima da média de cinco anos para o período.





