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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja tem leve alta na semana, mas colheita nos EUA limita ganhos
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Esmagamento de soja nos EUA em agosto fica abaixo do esperado
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 24/25 amplia diferença frente ao consumo, segundo o USDA;
  • USDA mantém produtividade elevada em revisão das estimativas de setembro;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • StoneX estima produção recorde para a safra brasileira 24/25;
  • Início da colheita nos EUA;
  • NOPA indica esmagamento abaixo do esperado nos EUA em agosto;
  • Fatores altistas
  • Medidas de incentivo adotadas pelo governo chinês;
  • Fundos com elevada posição vendida;
  • Conversão de plantas para diesel renovável na Califórnia;
  • EUA avaliam limitar importação de óleo de cozinha usado (UCO);
  • Clima seco no Brasil atrasa início da semeadura;
  • Perspectiva de início do ciclo de cortes de juros do Fed.

As cotações da soja em Chicago registraram leve alta na semana anterior, com os contratos se mantendo acima do patamar de USD 10,00/bu. Alguns dados mais favoráveis pelo lado da demanda e o clima ainda muito seco no Brasil foram fatores de suporte, enquanto o período da colheita nos EUA acaba pesando sobre preços, diante das estimativas de uma produção recorde para o país no ciclo 24/25. O vencimento para novembro terminou a sexta-feira (dia 20) em 1012 cents por bushel.

Os dados da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês), que representa 95% da indústria de esmagamento dos EUA, indicaram que foram esmagadas 4,3 milhões de toneladas de soja em agosto no país, volume consideravelmente abaixo da média das estimativas, que indicava 4,67 milhões de toneladas. Usualmente os resultados não divergem de maneira significativa do esperado. Ao mesmo tempo, os estoques de óleos de soja registraram um recuo importante, acompanhando o esmagamento menor, ficando em 615 mil toneladas no final de agosto.

Intraday Semanal - Novembro/24
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

As vendas de exportação da safra 24/25 dos EUA na semana encerrada em 12/09 alcançaram 1,75 milhão de tonelada, volume acima do topo das estimativas, que iam de 500 mil a 1,6 milhão de toneladas. Mesmo assim, no acumulado, as vendas da safra 24/25 estão em 16 milhões de toneladas, 1 milhão a menos que no mesmo período do ano passado, lembrando que a estimativa do USDA para as exportações norte-americanas no ciclo 24/25 estão acima da safra anterior, podendo atingir 50,35 milhões de toneladas.

O último trimestre do ano é o melhor período de embarques de soja norte-americana, antes da entrada da safra nova no Brasil, e o andamento deve ser acompanhado de perto, destacando que as inspeções de exportação indicam um atraso de apensas 130 mil toneladas em relação ao ano passado. De qualquer forma, a demanda chinesa está no radar, após o país ter importado volumes significativos de soja nos últimos meses, contribuindo para reforçar seus estoques. Além disso, foi reportado um recuo no rebanho chinês de suínos superior a 5% em julho deste ano, comparado ao mesmo mês do ano anterior.

Vendas de exportação EUA - safra 2024/25 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

Pelo lado do óleo de soja, destaca-se que a Índia, maior importadora mundial de óleos vegetais, aumentou a sua tarifa de importação sobre óleos vegetais e refinados em 20 pontos percentuais, buscando proteger os produtores locais de oleaginosas, em meio aos preços mais pressionados. Dessa forma, a partir de 14 de setembro, o imposto total sobre óleo de palma, soja e girassol bruto subiu de 5,5% para 27,5%, enquanto os refinados variaram de 13,75% para 35,75%.

No Brasil, as exportações de soja estão perdendo força tendo alcançado 3 milhões de toneladas em setembro, até o dia 13/09. Mesmo assim, o acumulado desde janeiro já está em 86,5 milhões de toneladas. Atualmente a soja norte-americana para a China está mais competitiva que a brasileira, o que é usual para esse período do ano, com a colheita em seu início nos EUA. Um ponto de atenção é o nível do Rio Mississipi, que melhorou após a recente passagem de um furacão, mas que continuará no radar nas próximas semanas e meses.

O USDA reportou que na semana encerrada em 15/09 tinham sido colhidos 6% das lavouras de soja 24/25 dos EUA, percentual acima do ano passado, em 4%, e da média de cinco anos para o período, em 3%.  Na mesma semana, o percentual bom/excelente das lavouras de soja do país recuou 1 p.p., para 64%, nível ainda consideravelmente acima de um ano antes, em 52%, e da média de cinco anos, em 56%.

No Brasil, o clima continua bastante seco e quente na maior parte da região produtora, com o plantio já tendo começado no Paraná, onde alcançou 11% da área prevista na última sexta-feira (dia 20), segundo a StoneX. No Mato Grosso, há o registro de início da semeadura, atingindo 0,3% do total. Na média Brasil, o plantio ficou em 1,5%. Considerando as previsões climáticas, o ritmo dos trabalhos no campo deve ganhar maior ritmo a partir de outubro.

Nesta semana, além do acompanhamento de safra dos EUA, o clima aqui no Brasil também deve continuar sendo seguido de perto, com as previsões indicando mais chuvas a partir do próximo final de semana. 

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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