fatores baixistas
- Estimativa de área e produção recordes no Brasil;
- Vendas de exportação dos EUA abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior;
- Interrupção dos embarques pela região do Golfo, após o furacão Ida;
- Preocupação com a variante delta do coronavírus podendo afetar a demanda.
fatores altistas
- Possibilidade de uma nova ocorrência de La Niña;
- Esmagamento acima do esperado nos EUA, em agosto;
- Situação do balanço dos EUA ainda indica estoques restritos.
As cotações da soja na CBOT começaram a semana anterior com pouca variação e encerraram a segunda-feira (13) em leve queda. Os subprodutos continuaram sendo monitorados pelo mercado, com o óleo de soja caindo mais que o farelo, apesar de o balanço norte-americano e mesmo o mundial parecerem indicar uma sobre oferta do derivado proteico.
O USDA anunciou a venda de mais 132 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, destacando que os compromissos estão consideravelmente abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
As inspeções de exportação na semana encerrada em 09/09 ficaram em apenas 105 mil toneladas, destacando que não houve embarques por Nova Orleans (NOLA), que teve vários terminais afetados pelo furacão Ida. Apesar de ainda estar no começo do ano safra 2021/22, as exportações acumuladas estão em apenas 136 mil toneladas, contra mais de 2 milhões um ano atrás.
No final da tarde, o acompanhamento do USDA para a safra norte-americana manteve o percentual bom/excelente das lavouras em 57%, de acordo com as expectativas do mercado. Mesmo com a estabilidade houve mudanças entre os estados, que acabaram se compensando. Por exemplo, as condições em Illinois recuaram 4 p.p., enquanto houve um avanço de 6 p.p. em Ohio.
Intraday semanal - novembro/21 (CME)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (14), a soja encerrou, mais uma vez, perto da estabilidade, após ter começado o dia em forte alta, sob influência do óleo. As preocupações com o avanço da variante delta do coronavírus e como essa situação pode afetar a demanda pesaram pelo lado baixista.
Mesmo assim, o balanço mundial, e também o dos EUA, não está folgado. Mesmo com os EUA colhendo uma boa safra, o Brasil precisa conseguir continuar aumentando sua produção. O USDA estima 144 milhões de toneladas produzidas no ciclo brasileiro 2021/22, mas o mercado está de olho no clima e na possibilidade de nova ocorrência de La Niña, o que poderia resultar em um padrão climático mais seco no Sul do país. Contudo ainda é muito cedo e as próximas semanas e meses serão acompanhadas de perto.
As cotações da soja terminaram a quarta-feira (15) em alta, apesar de terem sido pressionadas por cancelamentos de vendas de exportação dos EUA. Esses cancelamentos levaram a rumores de que a China estaria comprado soja do Brasil no lugar da norte-americana.
Por outro lado, os dados de esmagamento de soja dos EUA em agosto, da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês), vieram acima das expectativas, alcançando 4,32 milhões de toneladas, situação que coloca a evolução do processamento em linha com a estimativa do USDA para o ano safra 2020/21. No final de setembro, será divulgada a posição trimestral dos estoques norte-americanos em 01/09, que equivalem aos estoques finais do ciclo 2020/21, indicando também informações da realidade da demanda (interna e externa) pela soja do país.
A quinta-feira (16) registrou mais um encerramento no campo positivo, com as vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 09/09 alcançando 1,26 milhão de toneladas, nível próximo do teto das estimativas, que iam de 600 mil a 1,4 milhão. Mesmo assim, no acumulado, as vendas estão cerca de 10 milhões de toneladas abaixo do registrado no mesmo período de 2020, sendo que a China é responsável por 8 milhões dessa diferença.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Além disso, o mercado estava na expectativa do anúncio da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) com viés mais baixista para os volumes de mistura obrigatória (RVO, na sigla em inglês). Esse fator pesou nos preços do óleo de soja, assim como cancelamentos líquidos divulgados nos dados semanais de vendas de exportação.
Na sexta-feira (17), a soja encerrou em queda, com boatos de que a EPA faria um anúncio dos volumes de mistura obrigatória. A queda do óleo de soja influenciou o farelo e o grão, com o complexo terminando no campo negativo.
A preocupação com a interrupção das exportações pelo Golfo, após os estragos do furacão Ida, também pesou sobre os preços, num momento em que se aproxima o melhor período de exportações dos EUA.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
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