- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Avanço da colheita nos EUA;
- StoneX estima nova safra recorde 2023/24 para o Brasil;
- USDA aumenta produção 2023/24 dos EUA;
- Vendas de exportações acumuladas fracas dos EUA.
- Vendas de volumes importantes de soja dos EUA para a China;
- Consumo doméstico norte-americano aquecido;
- Argentina pode ficar sem soja para esmagamento nas próximas semanas;
- Chuvas ainda irregulares em parte das área produtoras brasileiras, com atrasos no plantio;
- Perdas de potencial produtivo na safra brasileira.
As cotações da soja começaram a semana anterior em alta, voltaram a cair nas duas últimas sessões do período, encerrando o os sete dias com perdas de 0,5%. O vencimento para janeiro terminou a sexta-feira (dia 17) em 1340,25 cents por bushel.
Pelo lado altista destacam-se as preocupações com o clima no Brasil e a potencial falta de soja na Argentina para esmagamento. Além disso, as perspectivas para o consumo doméstico nos EUA continuam positivas.
Por outro lado, passada a euforia com as compras consideráveis de soja norte-americana pela China, o mercado voltou a monitorar o ritmo das vendas dos EUA, com a colheita caminhando para o final e o Brasil ainda embarcando volumes importantes da oleaginosa.
A colheita da safra norte-americana de soja 2023/24 alcançou 95% da área total no domingo (dia 12), percentual acima da média de cinco anos para o período, em 91%, e levemente abaixo do ano passado no mesmo período, em 96%.


Com o aumento do volume de soja nos EUA, as atenções se voltam cada vez para o lado da demanda no país. A Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês), que representa 95% da indústria, indicou que foram esmagadas 5,17 milhões de toneladas de soja em setembro, volume acima da média das expectativas do mercado, em 5,09 milhões. Destaca-se que as margens de esmagamento no país estão muito favoráveis, o que contribui para as perspectivas de crescimento anual do processamento de soja, puxado pela demanda por óleo para diesel renovável.
Em relação às exportações dos EUA, as vendas na semana encerrada em 09/11 alcançaram 3,92 milhões de toneladas, volume dentro do intervalo das estimativas, que iam de 2,9 a 4,5 milhões de toneladas. O mercado já esperava níveis elevados, uma vez que o sistema de reportes diários do USDA vinha sinalizando essas negociações. Desse total, 2,6 milhões foram vendidos para a China. Mesmo assim, destaca-se que, no acumulado, as vendas norte-americanas ainda estão atrasadas mesmo considerando-se a estimativa mais baixa de exportação no ciclo 2023/24.
Em relação à China, as compras do país continuarão no radar, mas destaca-se que as margens de esmagamento domésticas estão mais fracas, o que alimenta as preocupações quanto aos volumes que serão comprados para importação.

No Brasil, o plantio nacional da soja alcançou 65,9% na sexta-feira (dia 17), segundo levantamento da StoneX, atraso de 13,3 p.p. em relação à mesma semana do ano passado. Nos últimos dias, o clima ainda manteve o padrão de chuvas irregulares em vários estados do país, enquanto as temperaturas estavam muito elevadas, sob influência de uma onda de calor.
Com isso, apesar de não se poder falar em quebras muito expressivas de safra, já se considera a perda de potencial produtivo em algumas regiões, com as chuvas sendo muito necessárias nas próximas semanas.
Há previsão de chuvas nos próximos 14 dias, principalmente na última semana de novembro. Essas precipitações devem ocorrer de forma mais generalizada em maiores volumes em praticamente toda a região produtora brasileira. De qualquer forma, mesmo com a confirmação dessas chuvas, não se pode descartar prejuízos resultantes do clima até o momento. Nesse final de semana que passou, foram registradas precipitações nos estados do Centro-Oeste, mas não foram generalizadas, com mais chuvas sendo necessárias. Acesse os comentários da StoneX sobre a safra brasileira neste link https://stonex.link/xrh6y.
Na Argentina, o clima seco também afetou o milho de janela mais antecipada, ocasionado a troca de área para a soja. A Bolsa de Buenos Aires aumentou novamente a área estimada para a oleaginosa na safra 2023/24, para 17,3 milhões de hectares, variação positiva de 200 mil hectares. O plantio alcançou 18% da área total na última quarta-feira (dia 15), representando um adiantamento de 6 p.p. em comparação ao ano passado.
Nessa semana que começa, o clima no Brasil deve continuar sendo central, ressaltando que as temperaturas estão voltando para níveis dentro da normalidade, passada a forte onda de calor.





