- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Registro de chuvas mais abundantes nas áreas de soja do Brasil e boas expectativas para próximas semanas;
- Produtividade do que foi plantado mais tarde no Brasil deve ser melhor;
- Safra favorável na Argentina;
- Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
- Vendas de exportações acumuladas fracas dos EUA.
- Consumo doméstico norte-americano aquecido;
- StoneX corta novamente a produção de soja 2023/24;
- Cortes da produção estimada por Conab e USDA.
- Situação argentina ainda favorece reter a soja como um seguro;
- Clima atual quente e seco em parte da Argentina.
A semana passada foi mais uma vez de queda para as cotações da soja em Chicago, com o vencimento para março encerrando a sexta-feira (dia 02) em 1188,5 cents por bushel, queda de 1,7% no período. Apesar de mais uma queda semanal, houve pregões com resultados positivos, mas, de qualquer maneira, os fundamentos que estão pesando sobre os preços, como a safra argentina compensando as perdas no Brasil e preocupações pelo lado da demanda, continuaram presentes.
O clima na América do Sul esteve no radar e até forneceu suporte às cotações, com pouca chuva e calor intenso na Argentina. O plantio da soja foi finalizado no país, de acordo com a Bolsa de Buenos Aires, em meio a esse cenário climático mais adverso, que levou a um recuo de 13 p.p. das lavouras em condições hídricas ótimas/adequadas, enquanto a condição geral normal/excelente caiu 6,5 p.p. O estresse hídrico se concentrou em áreas do norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires. Mesmo assim, essas regiões mais afetadas ainda apresentam mais de 90% das lavouras em condições normais/excelentes. Por enquanto, a estimativa de safra para o país está mantida de 52,5 milhões de toneladas, mas o clima continuará no foco, com as lavouras passando por fases cruciais.


No Brasil, a colheita da safra 23/24 atingiu 14,9% do total, de acordo com acompanhamento da StoneX. Como já ressaltado, os lotes iniciais mostraram resultados mais fracos de produtividade, mas as expectativas são de que haja uma melhora com o avanço dos trabalhos no campo.
A StoneX cortou novamente a estimativa para a produção de soja brasileira 23/24, que ficou em 150,35 milhões de toneladas, 1,6% a menos que o número de janeiro. Em comparação ao recorde do ano passado, espera-se uma produção 4,8% menor. Destaque para o recuo da área em São Paulo e da produtividade no Paraná. O estado do Sul enfrentou chuvas excessivas no começo do ciclo, enquanto o final de 2023 e começo de 2024 foi mais seco.
Por outro lado, as produtividades esperadas para os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará aumentaram, com a ocorrência de chuvas mais significativas no período recente.
Pelo lado da demanda, as preocupações com a China continuam, com a margem de esmagamento do país permanecendo no vermelho. Destaca-se que os prêmios no Brasil cederam na última semana, reforçando a vantagem da soja brasileira colocada na China em comparação à norte-americana. Com isso, o ritmo de vendas e embarques dos EUA se mantém no radar.
Na semana encerrada em 25/01, as vendas de exportação líquidas da safra 23/24 dos EUA ficaram em apenas 164,5 mil toneladas, muito abaixo do piso das estimativas que iam de 500 mil a 1,05 milhão de toneladas. No acumulado, as negociações estão em 38,1 milhão de toneladas, contra 47,1 milhão nessa mesma época do ano passado, enquanto as estimativas do USDA para os embarques da safra 23/24 estão 6,45 milhões de toneladas abaixo do ciclo 22/23. Com isso, já se considera que as vendas de exportação dos EUA estão mais fracas que o necessário para atingir a estimativa de embarques da safra 23/24, em 47,76 milhões de toneladas.

Nessa semana que começa, os maiores destaques são os relatórios mensais do USDA e da Conab, com perspectivas de novas reduções para a produção brasileira. Ademais, o lado da demanda também deve ser acompanhado, com destaque para as exportações norte-americanas e as perspectivas para a China.





