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Resumo Semanal de Trigo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Perspectivas de produtividade acima da média no Kansas geram recuo nos preços do trigo 
 
   Larissa Barboza Alvarez
 
  Júlia Viana 
Raphael Bulascoschi
 
Fatores baixistas
  • USDA aponta para uma maior área plantada na safra 2024/25;
  • Melhores condições climáticas nos EUA;
  • Projeções indicam produtividade elevada nos EUA. 
Fatores altistas
  • Condições climáticas adversas no Mar Negro; 
  • Alerta pelos conflitos no Mar Vermelho geram incertezas para a logística do Mar Negro;
  • Preços do trigo russo continuam em alta.
 
Estados Unidos

Os preços futuros do trigo apresentaram um recuo acumulada de 5,17% nas negociações da Bolsa de Valores de Chicago, para a semana passada, com o bushel sendo cotado no patamar de 652,25 cents. Por mais uma vez, as condições climáticas chamaram a atenção do mercado, no entanto, prevaleceram os indícios de recuperação para a safra do trigo na semana que passou.

Em tais circunstâncias, a ocorrência de geadas nas regiões produtoras do cereal na Rússia gerou pressões altistas e levou os preços ao seu patamar máximo nos últimos nove meses. Analistas reportaram uma redução nas estimativas de produção e exportação de trigo no país, após perdas causadas pelo clima gelado. No entanto, a expedição anual pelas plantações de trigo no Kansas - Kansas Wheat Tour – demonstrou otimismo em relação à safra do cereal no estado, que detém a maior produção do país, com perspectivas de produtividade superior à média dos últimos cinco anos, gerando alívio entre os negociadores e favorecendo quedas nos preços futuros do cereal.

Por outro lado, a demanda mundial se mantém aquecida, com contratos de importações anunciados em alguns países, como Egito, Jordânia, Japão e Tailândia, que acaba por instigar uma competição entre os principais players exportadores de trigo no mercado internacional.

Para a semana que se encerrou no dia 17 de maio, a Secretaria de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou 50% das lavouras de trigo em condições boas a excelentes. Trata-se do mesmo nível em que se encontravam na semana anterior, mas, ainda assim, abaixo das expectativas de analistas.

O saldo líquido de exportações da safra atual (2023/24) de trigo estadunidense ficou no patamar de 71,5 mil toneladas. Os números, apesar de maiores que os da semana anterior, indicam um montante de negócios reduzido, devido ao período de reta final da safra atual. Nesse sentido, a maior parte dos contratos se concentra na nova safra, que iniciará em breve. Acesse o resumo das exportações semanais de grãos dos EUA clicando aqui

 

Intraday | Preço para o contrato de julho/24– Chicago (USD cents/bushel)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

 

 

Vendas de Exportação Semanais - EUA safra atual (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
União Europeia

Em uma semana marcada pela instabilidade, o balanço foi negativo para os preços negociados na Bolsa de Paris, onde a desvalorização foi de 1%, com 246,75 euros/tonelada (frente aos 249,25 euros/toneladas registrados na sexta-feira anterior). A surpresa foi pelo fato de, na segunda-feira, o mercado ter fechado com o trigo sendo negociado em 258,25 euros/toneladas, um dos valores mais altos do período recente. Assim, uma semana que se iniciou positiva acabou recuando, principalmente no último dia das negociações.

Se bem as preocupações com a produção russa constituíram-se como o principal fator de alta nos mercados internacionais, na Europa, um aumento em estimativas para a próxima safra de trigo mole incidiu nas baixas observadas. Com aumentos na produtividade da Espanha, Roménia e Bulgária, espera-se que a produção da União Europeia fique em 123,5 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, foi alertado que níveis de chuvas acima da média poderiam impactar na produção esperada. Principalmente na França, que justamente é o maior produtor da região, é onde maiores chuvas são esperadas, desde os últimos dias de maio até o final de junho. Desta forma, o mercado climático continuará bastante ativo nas próximas semanas, onde os agentes seguirão de perto as atualizações em relação a possíveis impactos devido aos níveis pluviométricos registrados.

 

Intraday | Preço contrato setembro/24– Paris (EUR/tonelada)
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Fonte: Euronext. Elaboração: StoneX.
Mar Negro

A semana no Mar Negro foi marcada por novas tensões no front militar. Após a substituição do comando da campanha militar russa na Ucrânia, houve uma intensificação do conflito na região de Kharkiv, no leste ucraniano, que era a segunda maior cidade do país antes da guerra. O avanço russo se expressou na dominação de cidades vizinhas, mas a conquista de Kharkiv propriamente dita envolve maior cautela. Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o avanço na região envolve mais a criação de uma “zona tampão” perto da fronteira após ataques ucranianos à região de Belgorod, do lado russo. Segundo Putin, a continuidade desses ataques forçaria uma reação defensiva russa, que envolveria a criação de uma zona de segurança, permitindo a neutralização de ataques ucranianos dentro dos limites russos.

Do lado dos fundamentos de grãos produzidos na região, os fatores destacados na semana passada se mantêm. Preocupações com a ocorrência de geadas em regiões produtoras de trigo na Rússia inspiraram uma série de revisões para baixo nas estimativas de produção do país. Alguns números de consultorias russas apontam para uma colheita de trigo que deve se aproximas mais das 86 milhões de toneladas; o número mais recente do USDA aponta para 91,5 milhões de toneladas.

Preço FOB – contínuo (USD/tonelada)
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Fonte: Cash Wheat Report. Elaboração: StoneX.
Trigo nos mercados futuros de Chicago e Kansas
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  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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