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Resumo Semanal de Trigo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Em Chicago, semana mais curta é marcada por fortes quedas nos futuros do trigo
 
ESTADOS uNIDOS
Em razão do feriado do Dia do Trabalho, nos Estados Unidos (EUA), os mercados futuros de trigo permaneceram fechados e iniciaram a semana na sessão seguinte. Na terça-feira (8), os preços futuros de trigo foram pressionados, na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), fechando a sessão principal a 719,6 USD cents/bushel (mês de referência: dezembro/21). O movimento de queda ganhou força com a tendência de queda observada nos futuros do milho e os agentes aguardando pela atualização das estimativas do Balanço de Oferta e Demanda (WASDE, da sigla em inglês), que viria a ser pulicado na sexta-feira (10), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, da sigla em inglês). Além disso, o Escritório Australiano de Agricultura, Recursos Econômicos e Ciências (ABARES, da sigla em inglês) revisou positivamente sua estimativa para a produção nacional de trigo, passando de 27,8 milhões para 32,6 milhões de toneladas.
Em relação aos dados de inspeção das exportações dos EUA, na semana encerrada no dia 2 de setembro, o USDA registrou o embarque de 381,6 mil toneladas de trigo, elevando o volume acumulado do ano comercial corrente para 6.487.016 toneladas (cerca de 980 mil toneladas abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado). Vale destacar que, no comparativo semanal, o volume registrado na semana de 25 de agosto a 2 de setembro apresentou um acréscimo de 3,0%, enquanto, no comparativo anual, resultou em uma queda significativa, de 45,4%.
No que diz respeito aos dados semanais de acompanhamento de safra, para o trigo de primavera, o USDA estimou a colheita em 95%, na semana encerrada no dia 5 de setembro. Valor muito superior àquele registrado no mesmo período do ano passado (80%) e à média dos últimos cinco anos, de 83%. Para a safra de inverno, o Departamento divulgou os primeiros dados de plantio, apontando uma taxa de 5%, em linha com o ritmo do ano passado. Até o dia 5 de setembro, a etapa de plantio já havia sido iniciada nos estados de Colorado (22%), Idaho (9%), Montana (3%), Nebraska (1%), Oregon (3%), Dakota do Sul (3%), Texas (1%) e Washington (36%).
Intraday | Cotação do contrato em Chicago – dezembro/21 (USD cents/bushel)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na quarta-feira (8), os futuros do trigo seguiram em tendência de queda, com os contratos para dezembro/21 fechando a sessão principal a 709,4 US¢/bu. Apesar de notícias altistas, como a queda da qualidade do trigo francês e novo aumento do valor da taxa de exportação do cereal russo, os preços foram pressionados pela publicação acidental dos dados de área da Agência de Serviços Agrícolas (FSA, da sigla em inglês) e perspectiva de melhora das condições climáticas nos EUA, com um padrão mais úmido sobre a região sul das Grandes Planícies nos modelos de 6-10 dias.
Na quinta-feira (9), sem maiores notícias, os mercados continuaram em tendência de queda – na CBOT, os contratos futuros de dezembro/21 foram cotados a 692,2 US¢/bu, uma variação diária de -17,2 US¢/bu. Como destacado pelo analista da StoneX, Bevan Everett, "Mais uma vez, os dados da FSA do USDA influenciaram o mercado, especialmente o de trigo. Houve uma leitura incorreta dos dados de área cultivada, especialmente por empresas não sediadas nos Estados Unidos. Isso pode ter resultado em uma baixa mais significativa do mercado do que o justificado, pois a interpretação errônea era de baixa. Conforme mencionado ontem [8], a FSA mudou as regras em 2019 para permitir uma contagem dupla de acres de trigo. Isso levou a mais acres da FSA do que a agência NASS (National Agricultural Statistics Service Information) do USDA usa nos últimos dois anos" (tradução de Ana Luiza Lodi e Rodolfo Abachi).
No mais, os dados de vendas de exportação do USDA indicaram um volume total de 388,4 mil toneladas, na semana encerrada no dia 2 de setembro. No comparativo semanal, isso resulta em um aumento de 32%, enquanto, no comparativo com a média das últimas quatro semanas, o acréscimo foi de 54%.
Exportações semanais de trigo - EUA
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na sexta-feira (10), sem grandes revisões para as estimativas do WASDE, os futuros do trigo encerraram a semana em campo negativo. Em Chicago, os contratos de dezembro/21 foram cotados a 688,40 US¢/bu. Em relação aos dados dos EUA, a revisão mais expressiva foi referente às importações do país. O USDA estima que as importações devem ficar 7,1% abaixo do volume estimado anteriormente (agosto/21), totalizando 3,67 milhões de toneladas.
Clientes StoneX encontram mais informações sobre a atualização mensal das estimativas do USDA na Matéria Especial de Grãos.
 
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EUROPA
No mercado de trigo da Europa, parece ter se concretizado o prognóstico de baixa qualidade de parte significativa da safra. Na França, uma primeira série de testes feitos pelo Ministério da Agricultura havia indicado que apenas 39% do trigo estava acima da barreira de 76 quilos por hectolitro, valor mínimo para que o rendimento compense a utilização do trigo para a produção de farinha. Na segunda divulgação, feita na semana passada, essa porcentagem caiu ainda mais, estando agora em apenas 30%. Para efeitos de comparação, no ano passada 98% da safra ficou acima da barreira de 76 kh/hl. O último e definitivo anúncio será feito no final do mês, mas uma reversão brusca nos indicadores de qualidade é extremamente improvável. Sendo assim, é possível que diminua a procura pelo trigo da França e do oeste europeu como um todo, já que toda essa região foi afetada pelas fortes chuvas de junho e julho que diminuiu a qualidade da safra.
Em relação as exportações, dados divulgados no dia 7 pela Comissão Europeia mostram que entre o dia 1º de julho e o dia 5 de setembro deixaram o bloco econômico um total de 4,66 milhões de toneladas de trigo comum.
Por fim, no Marché à Terme International de France (MATIF), destaque para o vencimento do contrato de trigo para setembro/21, que foi liquidado na sexta (10) por 235,75 EUR/ton. Agora, o contrato de mais curto prazo é o dezembro/21. Durante a última semana, a cotação desse ativo foi marcada por sensíveis e constantes desvalorizações, que fizeram a cotação cair de 244,50 EUR/t na sexta retrasada (3) para 237,50 EUR/t no fechamento da semana passada (10).
Intraday | Cotação do contrato em Paris – setembro/21 (EUR/tonelada)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
MAR NEGRO
Nesta última semana no mercado de trigo do Mar Negro, algumas novas possibilidades se desenharam. Na Rússia, está sendo relatado que apesar da safra ser menor do que a esperada, a qualidade do trigo é boa. Como o grão de outros mercados tradicionais, por exemplo o francês e o norte-americano de primavera, está apresentando baixa qualidade, é possível que aumente a demanda pelo produto russo entre aqueles importadores que utilizarão a mercadoria para a produção de farinha, que requer um rendimento maior.
Por outro lado, os altos preços das mercadorias russas inibem as exportações. Nessa última semana, o preço FOB do trigo com embarque em outubro subiu de US$ 305,00/tonelada para US$ 312,00/t. Com essa valorização, o grão proveniente da Rússia está mais caro que o francês, o alemão e o ucraniano, todos seus principais concorrentes. Esse aumento é em grande parte resultado da tarifa sobre as exportações instituída no país no início do ano e que na quarta-feira (8) da semana passada passou de US$ 39,40/t para US$ 46,50/t. Na semana atual, o imposto irá subir mais US$ 6,00/t, prometendo encarecer ainda mais o trigo russo vendido no mercado externo. Além do impacto sobre os preços, essa tarifa também desfavorece as exportações porque ela inibe as vendas a prazo, já que suas correções semanais não permitem aos exportadores russos ter confiança na hora de fechar contratos que só irão ser realizados no futuro.
Dada essas duas pressões antagônicas sobre as exportações, até o momento tem prevalecido a segunda tendência. No ano safra atual (jul-jun), até o dia 2 de setembro, o volume das exportações russas de trigo era de 7,9 milhões de toneladas, 8% menos do que o registrado ano passado. Os dados são do Centro de Controle de Qualidade da Rússia. No relatório do USDA, divulgado na última sexta-feira (10), foi mostrado que o Departamento norte-americano estima que as exportações totais da Rússia em 2021/22 ficarão na casa das 35 milhões de toneladas, abaixo das 38,5 registradas em 2020/21.
Apesar disso, uma esperança para os exportadores do país veio através do leilão realizada pelo GASC, órgão egípcio responsável pela aquisição de commodities para o país. Isso porque, na quarta-feira (8), a instituição anunciou que comprará 240 mil toneladas provenientes da Ucrânia e 60 mil provenientes da Rússia. Mesmo com o baixo volume, essa é uma boa notícia para os exportadores, pois é a primeira vez em muito tempo que os egípcios compram trigo da Rússia, após estarem recorrentemente optando pelo produto romeno.
Falando sobre a colheita, o Ministério da Agricultura da Rússia anunciou que 68,8 milhões de toneladas já foram colhidas de uma área total de 23,4 milhões de hectares. Nessa última semana, enfim a União Russa de Grãos cortou sua estimativa, de 83 milhões de toneladas para 75 milhões. No relatório WASDE, o USDA manteve sua previsão de 72,5 milhões.
Por fim, falando sobre o principal concorrente da Rússia, a Ucrânia, o Ministério da Agricultura do país anunciou que desde o início do calendário agrícola 2021/22, no dia 1º de julho, até o dia 8 de setembro, os ucranianos já exportaram 5,33 milhões de toneladas de trigo. Esse valor é 10,5% menor do que o registrado em 2020/21. Até o final do ano safra, o relatório WASDE, do USDA, mostrou que o Departamento norte-americano espera que as exportações totais da Ucrânia sejam de 23,5 milhões de toneladas.
Rússia - 12,5% | Preço FOB – contínuo (USD/tonelada)
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Fonte: Cash Wheat Report. Elaboração: StoneX.
AMÉRICA DO SUL
Na Argentina, novos volumes de chuva beneficiam as condições de cultivo no país. Até o dia 8 de setembro, estima-se que 18,7% da área apresentava condição normal a excelente, uma variação semanal de 9,3 pontos percentuais. A perspectiva da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) é de que as condições continuassem em tendência de melhora, já que novas precipitações estavam previstas até o final da semana. Na portação norte do país, apesar da recente melhora das condições climáticas, o rendimento das áreas Noroeste e Nordeste são esperados abaixo de 796,83 kg/ha e 1.693,25 kg/ha, respectivamente.
No Brasil, por conta do feriado de 7 de setembro, o Deral/PR não divulgou seus dados semanais de acompanhamento de safra do estado do Paraná. Por sua vez, no estado de Rio Grande do Sul, a Emater/RS destaca que a chegada de nova frente fria na região sul do país propiciou novos volumes de chuva, apesar de variados nas diferentes regiões do estado, contribuindo com a umidade do solo. Em relação aos dados de evolução da safra, na semana encerrada no dia 9 de setembro, estima-se que a taxa de germinação/desenvolvimento vegetativo era de 48% da safra, enquanto as de floração e enchimento dos grãos computavam 35% e 17%, respectivamente.
TRIGO NOS MERCADOS FUTUROS DOS EUA
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
LEILÕES DA SEMANA
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Agenda
Brasil
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Estados Unidos
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União Europeia e China
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*Horário de Brasília
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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