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Resumo Semanal de Trigo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Com a perspectiva de rendimento acima das estimativas iniciais, BCBA eleva sua estimativa para a produção argentina em 600 mil toneladas de trigo
 
fatores baixistas
  • Ritmo lento dos embarques físicos dos Estados Unidos;
  • Queda da comercialização de trigo da Rússia;
  • Aumento da estimativa para a produção da Argentina.
 
fatores altistas
  • Aumento da taxa de exportação russa sobre o trigo;
  • Perspectiva de queda do excedente exportável global;
  • Sinais de forte demanda internacional.
 
 
ESTADOS uNIDOS
Na segunda-feira (25), os mercados futuros de trigo iniciaram a semana operando em campo positivo. Apesar de os embarques físicos dos Estados Unidos (EUA) virem abaixo do registrado na semana anterior, os preços futuros foram sustentados pela condição de safra boa/excelente (B/E) vir abaixo da estimativa do mercado. Na Bolsa de Chicago, o contrato de dezembro/21 fechou a sessão principal sendo cotado a 759,40 USD cents/bushel.
Os dados de inspeção das exportações, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), indicaram leve queda no comparativo semanal, totalizando 140,41 mil toneladas de trigo. No comparativo anual, a variação foi mais significativa, de -64,9%. O acumulado do ano comercial corrente segue abaixo daquele registrado no mesmo período do ano passado, totalizando 9.478.304 toneladas de cereal.
Em relação aos dados de acompanhamento de safra, o USDA reportou 80% da safra de inverno plantada, em linha com a média dos últimos cinco anos, porém 4 pontos percentuais (p.p.) abaixo do ano passado. Até o dia 24 de outubro, a taxa de emergência estava em 55% da safra, abaixo tanto do ano passado (60%) quanto da média dos últimos cinco anos (59%). Ainda de acordo com o Departamento, seu primeiro anúncio das condições do trigo de inverno indicou uma parcela de 46% B/E, acima dos 41% estimados em 2020.
Intraday | Preço contínuo – Chicago (USD cents/bushel)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (26), o mercado futuro de trigo em Chicago fechou a sessão principal em queda, com o contrato de dezembro/21 sendo a cotado a US¢ 752,20/bu, ou uma variação negativa de US¢ 7,20/bu. Na quarta-feira (27), os futuros do trigo voltaram a operar em campo positivo, recuperando as perdas da sessão da véspera. Na CBOT, o contrato futuro de dezembro/21 fechou a US¢ 759,60/bu. O movimento de alta foi sustentado por compras técnicas, que também foram observadas no mercado de milho. Nos EUA, a perspectiva é que novos volumes de chuva atrasem o plantio de trigo, especialmente os de classe SRW.
A demanda do capital especulativo seguiu forte ao longo da sessão de quinta-feira (28). Em Chicago, o contrato de dezembro/21 registrou uma valorização de US¢ 12,60/bu, fechando a sessão principal a US¢ 772,40/bu. Pelo lado da comercialização, segundo o USDA, na semana encerrada no dia 21 de outubro, as vendas de exportação totalizaram 269,3 mil toneladas de trigo, cerca de 26% abaixo da semana anterior e 31% abaixo da média das últimas quatro semanas. No mesmo período do ano passado, o volume registrado foi de 743 mil toneladas. O total de compromissos para 2021/22 é de 11,77 milhões de toneladas.
Vendas de Exportação Semanais - EUA (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na última sessão da semana, os futuros do trigo na CBOT fecharam em campo positivo por pouco, enquanto Minneapolis registrou um movimento de alta mais consolidado. Na sexta-feira (22), o contrato de dezembro/21 foi cotado a US¢ 772,60/bu no fechamento da sessão principal em Chicago.
 
EUROPA
Na última semana, o mercado de trigo da Europa foi caracterizado pela estabilidade nos preços. No Marché à Terme International de France (MATIF), principal bolsa de derivativos do continente, a variação diária do contrato para dezembro/21 não ultrapassou 1%. No encerramento da semana, o mesmo contrato foi cotado a EUR 283,25/t, um ganho de apenas EUR 3,25/t (+1,16%).
Mesmo assim, é bom lembrar que os valores do trigo se encontram em patamares historicamente altos. Na Europa, o preço atual é o maior desde 2008 e está a menos de EUR 1/t do maior valor da história. Apesar do bom volume da safra da União Europeia, que deve ultrapassar 135 milhões de toneladas, produtores importantes como Rússia, Canadá e EUA enfrentaram problemas com suas lavouras, fazendo com que simplesmente não haja trigo suficiente para suprir a demanda mundial.
Olhando para as exportações do ano agrícola 2021/22, a União Europeia continua em um ritmo muito acelerado. Do início do ano agrícola (1º de julho) até o dia 27 de outubro, 9,42 milhões de toneladas (mi/t) de trigo deixaram o bloco, frente a apenas 7,52 mi/t no mesmo período em 2020. Isso acontece porque compradores tradicionais, como Argélia, Nigéria e África do Sul, estão mantendo suas compras e, mais importante, porque novos mercados passaram a ser explorados. Destaque para o aumento das vendas para países do Norte da África e do Oriente Médio, que se direcionaram para os exportadores europeus dada a escassez e os altos preços do trigo russo, tradicional parceiro dos países dessas regiões. Também importante mencionar o crescimento das vendas para a Coréia do Sul, que em 2020/21 não comercializou trigo com a EU, mas em 2021/22 se tornou sua terceira maior parceira. 
Além da comercialização da safra 2021/22, o mercado também acompanha o avanço do plantio do trigo de inverno que será comercializado só em 2022/23. Na França, maior país produtor da União Europeia, 61% da área destinada já foi plantada, avanço de 21% na comparação com a semana passada.
Intraday | Preço contínuo – Paris (EUR/tonelada)
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Fonte: Euronext. Elaboração: StoneX.
MAR NEGRO
As regiões produtoras de trigo da Rússia e da Ucrânia estão enfrentando dificuldades. Com a maior parte da área destinada para trigo de inverno na safra 2022/23 já plantada, vem sendo relatado que o clima seco está prejudicando o bom desenvolvimento dos grãos, o que pode vir a diminuir o volume da próxima safra. Até o dia 21 de outubro, o plantio já tinha avançado 88% na Rússia (16,8 milhões de hectares) e 72% na Ucrânia (5,7 milhões de hectares).
Voltando as atenções para a comercialização em andamento, foi divulgado pelo governo russo que 14,7 milhões de toneladas foram exportadas pelo país entre o início do ano safra (1° de julho) e o dia 21 de outubro. Na comparação com 2020/21, esse volume é 12% menor. Como se sabe, essa perda de mercado é resultado dos altos preços do produto russo, que fazem tradicionais compradores se virarem para outros ofertantes. Nesta última semana, o preço FOB nos portos da Rússia subiu ainda mais, saltando de cerca de USD 318,75/t para USD 324,00/t.
Na Ucrânia, o Ministério da Agricultura divulgou no dia 27 que as exportações alcançaram o volume de 11,7 mi/t e a tonelada do trigo nos portos ucranianos está custando USD 318,50, valor mais competitivo que o da Rússia, mas USD 6,00/t mais caro que na semana passada.
Olhando para os motivos do encarecimento do produto russo, desde o início da colheita, a quebra da safra e a tarifa sobre as exportações são apontadas como principais razões. Nessa última semana, a taxa subiu mais USD 7,70/t e alcançou o valor de USD 67,70/t. Agora, também está pesando contra os exportadores a valorização do rublo, que torna os produtos russos menos competitivos. Os ganhos dessa moeda são impulsionados pela alta do petróleo e do gás natural no mercado internacional, o que gera forte entrada de dólares na Rússia.
Rússia - 12,5% | Preço FOB – contínuo (USD/tonelada)
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Fonte: Cash Wheat Report. Elaboração: StoneX.
AMÉRICA DO SUL
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou seu primeiro relatório de acompanhamento de safra com dados de colheita. Até o dia 27 de outubro, foram colhidos 6,7% da área hábil (área inicialmente plantada menos a perdida), com um rendimento médio estimado em 1.030 kg/hectare. Para as regiões central e sul da área agrícola, a perspectiva é de rendimento acima das estimativas iniciais, tendo em vista que as chuvas registradas ao longo das últimas semanas auxiliaram no alívio do déficit hídrico, que marcou boa parte da safra. Com isso, a BCBA elevou sua estimativa para a produção argentina em 600 mil toneladas, agora em 19,8 milhões de toneladas de trigo. Os dados de condição de safra indicam 18% ruim/regular; 35% normal; e 47% bom/excelente.
No Brasil, o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral-PR) divulgou, na última quinta-feira (27), seu resumo mensal de safras. De acordo com os dados, a área colhida chega a 82%, com um rendimento médio de 2.531 kg/ha e uma produção total obtida de pouco mais de 2,49 milhões de toneladas, até o momento. Vale lembrar que a produção estimada pelo Deral-PR é de 3.239.385 toneladas do cereal. As regiões que já completaram os trabalhos nas lavouras são: Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Toledo e Umuarama. No estado de Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar reportou o avanço semanal da colheita em quase 20 p.p., graças ao clima seco que predominou no estado. Até o dia 21 de outubro, foram colhidos 28%.
TRIGO NOS MERCADOS FUTUROS DOS EUA
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
LEILÕES DA SEMANA
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Agenda
Brasil
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Estados Unidos
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União Europeia e China
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*Horário de Brasília
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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