• Café arábica avançou 1,0% na semana em Nova Iorque, fechando em US₵ 184,85/lb
• Na bolsa de Londres, os preços do café robusta avançaram 1,5% para USD 3.358/t
• Indicador Cepea para o café arábica registra alta de 1,5%, cotado a R$ 1.020,95
• Indicador Cepea de café robusta avançou 2,9% para R$ 913,83/saca
• Dollar Index avançou 1,3% para 104,10 pontos e o par USDBRL 0,1% para 5,00
• Perspectiva é de maior oferta de café em 2024/25
• Nos próximos meses, o foco será a divulgação dos dados do USDA
• Aproximação do inverno pode contribuir para maior volatilidade
• Possibilidade do retorno do La Niña pode dar suporte aos preços
Depois de terminar a semana anterior com resultados mistos, os preços futuros de café voltaram a avançar na última semana. No entanto, não houve uma tendência clara para os preços, com as movimentações sendo impactadas principalmente por fatores técnicos, especulativos de curto prazo e aspectos macroeconômicos. Apesar do avanço da semana, se observamos as últimas semanas, os preços de café arábica têm seguido uma trajetória lateral, se mantendo dentro da faixa entre US₵ 180,00/lb e US₵ 190,00/lb.
Em Nova Iorque, o contrato mais ativo, com vencimento em maio, terminou a semana com alta de 190 pontos (1,0%), fechando a sexta-feira (22) cotado em US₵ 184,85/lb. Em Londres, os preços futuros de robusta avançaram USD 50/ton (1,5%) para USD 3358/ton. Nesse período, o Dollar Index avançou 1,3% para 104,10 pontos e o par USDBRL avançou 0,1% para USDBRL 5,00.
Evolução dos preços futuros de café arábica e robusta em 2024

No mercado doméstico brasileiro, os preços de café seguiram uma tendência similar, terminando a semana em alta. O indicador Cepea para o café arábica avançou 1,5% na semana, fechando a sexta-feira (22) cotado em R$ 1020,95/sc. Para o robusta, o indicador Cepea contabilizou uma alta ainda maior, de 2,9%, para R$ 913,83/sc.
Do ponto de vista dos fundamentos, não houve grandes mudanças na última semana. Como já foi comentado em outras edições deste relatório, apesar das incertezas com relação as projeções de produção no Brasil, é um consenso que a produção nacional será substancialmente maior na temporada 2024/25, com a maior parte das estimativas apontando para um aumento entre 4% e 6%. Desta forma, este cenário alimenta o otimismo que a o balanço global de oferta e demanda será mais confortável na próxima temporada. No entanto, tendo em vista os problemas produtivos de café robusta na Ásia, a expectativa é que o balanço para o tipo seja apertado, enquanto a oferta do arábica melhora.
Considerando a divulgação de dados importantes, a partir dos próximos meses os participantes do mercado vão acompanhar de perto as divulgações dos relatórios dos adidos do USDA nos países produtores, cujas divulgações estão previstas para acontecer entre abril e maio, para antecipar o que será o balanço de oferta e demanda da agência, que será divulgado em meados de junho. De qualquer forma, a expectativa é de que a agência indique um importante aumento na produção brasileira de café e um balanço de oferta e demanda global com um maior excedente.
Já pelo lado do clima, a aproximação do inverno e a possibilidade do retorno do La Niña são as principais preocupações do mercado de café. Durante o inverno, a aproximação de ondas de frio e a possibilidade de ocorrência de geadas pode atuar de forma positiva para os preços e contribuir para a volatilidade. Além disso, a agência americana NOAA tem apontado para uma probabilidade acima de 60% do retorno do La Niña a partir do segundo semestre do ano e, caso o fenômeno seja de forte intensidade, existe a possibilidade de impactar a florada do café no Brasil. O La Niña de forte intensidade está relacionado ao atraso das chuvas no cinturão cafeeiro no país, como aconteceu no segundo semestre de 2020 e 2021.
Projeção de variação na temperatura de superfície do Oceano Pacífico (em ºC)








