• O café arábica avançou 11,9% na bolsa de Nova York, cotado a US¢ 283,30/lb
• Cotações do café robusta subiram 9,1% para USD 4773/ton na bolsa de Londres
• O dólar teve uma alta de 1% na semana
• No Brasil, os preços café arábica e robusta avançaram 10,2% e 6,6%
• StoneX divulga a primeira estimativa para a safra 2025/26
• Produção de arábica deve recuar 10,5% e robusta deve avançar 21%
• Safra brasileira em 2025/26 deve recuar 0,4% para 65,6 milhões de sacas
• Cecafé: exportações avançaram 11,6% para 4,9 milhões de sacas
Na última semana, um conjunto de fatores atuou de forma altista para as cotações de café no Brasil e no exterior. A perspectiva de uma queda na produção de arábica no Brasil em 2025/26 atuou de forma altista para as cotações. Conforme apresentado no relatório de pesquisa de safra da StoneX, a produção de arábica na próxima temporada pode ter uma queda de mais de 10% devido aos impactos do clima sobre a produção. Além disso, as incertezas relacionadas à nova legislação EUDR também contribuiram para o movimento. Apesar do parlamento Europeu ter votado na última semana para adiar a implementação da lei por mais 12 meses, alguns pontos não foram definidos, o que exigirá uma nova votação em meados de dezembro.
Além dos pontos citados, alguns fatores técnicos, como a aproximação do primeiro dia de aviso, marcado para a quarta-feira (20), também contribuiu para a movimentação dos preços. Em Nova Iorque, o contrato mais ativo terminou a última semana com ganhos de 3020 pontos (11,9%) para US¢ 283,30/lb. No terminal londrino, o avanço foi de 9,1% para USD 4773/ton. Na sessão desta segunda-feira (18), os preços apresentaram um leve avanço em Nova Iorque e uma queda de 1% em Londres. A sessão de hoje foi caracterizada por Traders como “agitada e não direcionada”.
No mercado Brasileiro, os preços também avançaram reagindo ao avanço dos preços no mercado internacional e a alta do dólar, renovando a máxima histórica tanto para o café arábica como o robusta. O mercado esteve fechado na sexta-feira (15) devido ao feriado nacional da Proclamação da República. Até a quinta-feira (14), o indicador Cepea para o arábica contabilizava um avanço de 10,2% para R$1.755,95/saca. Para o robusta, o avanço foi de 6,6% para R$1.588,70/saca.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 11/11 a 15/11

Do ponto de vista dos fundamentos, o desenvolvimento da safra no Brasil e o potencial produtivo para 2025/26 segue sendo um ponto central para os participantes do mercado. Na última quarta-feira (13) a StoneX divulgou os resultados de mais uma pesquisa de safra, desta vez realizada logo após a abertura da florada. Além disso, o relatório incluiu a primeira estimativa para a safra 2025/26.
Após percorrer mais 20 mil quilômetros e visitar as principais regiões produtoras de café no Brasil, a StoneX estimou a produção na próxima temporada em 65,6 milhões de sacas, representando uma queda de 0,4% se comparado com a temporada 2024/25. Apesar do leve recuo, existe a expectativa de uma grande mudança na produção dos tipos de café, com o robusta apresentando um forte avanço e o arábica recuando. A produção de café arábica deve ter um recuo de 10,5% para 40 milhões de sacas, refletindo os impactos do clima extremo observado nos últimos meses. Por outro lado, o clima adequado e o uso de sistemas de irrigação devem proporcionar um avanço de quase 21% na produção de café robusta, que deve alcançar 25,6 milhões de sacas.
Vale a pena ressaltar que estas projeções são preliminares, tendo em vista que as lavouras no Brasil ainda passarão por etapas cruciais de desenvolvimento, como a expansão e enchimento dos frutos. Nos próximos meses, a StoneX continuará monitorando o desenvolvimento no Brasil e divulgará uma nova atualização em meados de fevereiro, após a consolidação do período de enchimento dos frutos.
Na última semana, o Cecafé divulgou os dados de exportação de café do Brasil no mês de outubro. De acordo com o relatório, as exportações brasileiras de café tiveram um avanço de 11,6% para 4,9 milhões de sacas. Deste total, as exportações de café industrializado avançaram 27% para 359 mil sacas e as exportações de café cru avançaram 10,5% para 4,56 milhões de sacas.
Exportações brasileiras de café cru (milhões de sacas)

Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.
As exportações de robusta avançaram quase 27% para 871 mil sacas e as exportações de arábica 7,2% para quase 3,7 milhões de sacas. A receita das exportações avançou 80,6% para mais de 7,8 bilhões de reais. Conforme entrevista concedida pelo CEO do Cecafé, Marcos Matos, ao CoffeeNetwork, existe a expectativa de que as exportações brasileiras alcancem um novo recorde até o final do ano.
TABELA DE INDICADORES



