• O café arábica avançou 3,8% na semana para US¢ 330,25/lb
• Futuros de robusta recuaram 4,9% na semana para USD 5116/ton
• Indicador Cepea para o café arábica avançou 0,8%; o robusta recuou 4,2%
• Dólar teve alta de 2,0% na semana para USDBRL 6,09
• Excesso de chuva no Vietnã tem provocado atrasos na colheita
• USDA atualiza estimativa para produção no Vietnã em 2024/25
• Secex: Brasil exportou 4,76 milhões de sacas em novembro (+22%)
Os preços futuros de café iniciaram a última semana com fortes perdas, tanto no terminal nova-iorquino como em Londres. Em Nova Iorque, uma forte liquidação de contratos resultou em um recuo de 2200 pontos (-6,9%) para o contrato com vencimento em março. Em Londres, a queda foi ainda mais intensa, de 10,6%. No entanto, os preços voltaram a avançar durante todo o restante da semana.
No balanço semanal, os preços futuros de café arábica tiveram um incremento de 1220 pontos (3,8%) para US¢ 330,25/lb. Em Londres, apesar da recuperação no final da semana, os preços fecharam a semana com um recuo de USD 261/ton (4,9%), fechando cotado em USD 5116/ton. A última semana foi marcada pela alta volatilidade dos preços, com a diferença entre a máxima e a mínima da semana alcançando US¢ 41,65/lb (14,4%) em Nova Iorque e USD 802/ton (17,8%) em Londres.
Na sessão desta segunda-feira (09), os preços futuros de arábica estavam praticamente inalterados no momento da escrita deste relatório, com o contrato mais ativo registrando um leve avanço de apenas 0,20%. Em Londres, no entanto, os preços apresentavam um forte avanço de USD 127/ton (+2,48%) em meio às preocupações com a oferta de robusta e os atrasos de colheita no Vietnã.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 02/12 a 06/12

No mercado doméstico brasileiro, os preços seguiram a tendência observada no exterior, com os preços de café arábica avançando e os de robusta recuando. O indicador Cepea para o café arábica teve um incremento de 0,8%, para R$ 2115,10/saca. Já o indicador para o robusta teve um recuo de 4,2%, para R$ 1709,47/saca. Outro ponto importante foi o incremento de 2% do dólar na semana.
Do ponto de vista dos fundamentos, não houve grandes mudanças nas últimas semanas. O mercado de café segue reagindo ao cenário de oferta reduzida, principalmente para o robusta, aos atrasos na colheita no Vietnã provocados pelo excesso de chuva e às perspectivas de uma safra menor de café arábica no Brasil na próxima temporada.
Para o Vietnã, na última semana, o USDA divulgou seu relatório do adido no país, atualizando a estimativa para a produção da temporada atual. O USDA aumentou sua projeção para a produção do país de 29 para 30,1 milhões de sacas. O principal incremento veio na projeção para a produção de robusta, que passou de 27,85 para 29 milhões de sacas.
Apesar da atualização do departamento, não é consenso no mercado que a produção no país seja desse patamar, com a média das expectativas em torno de 27/28 milhões de sacas. Além disso, o excesso de chuva no país tem atrasado a colheita, que ocorre desde meados de novembro.
Com relação ao potencial produtivo no Brasil em 2025/26, a estimativa preliminar da StoneX já aponta para um recuo de mais de 10% na produção de café arábica, resultado de um pegamento inadequado da florada devido ao clima. Ao longo dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, as lavouras de café no Brasil passarão por etapas cruciais de desenvolvimento, o que exige a manutenção adequada do clima. Além disso, nos próximos meses serão divulgadas as estimativas de organizações públicas e privadas para a produção brasileira de café, que devem ficar no centro das atenções dos participantes do mercado.
Ao longo da semana, serão repercutidos no mercado os dados de exportação do Brasil em novembro, divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicaram que o Brasil exportou 4,76 milhões de sacas no mês, representando um incremento de 22% em comparação com novembro de 2023. Nos primeiros 10 meses do ano, o Brasil já exportou 41,45 milhões de sacas de café, sendo que mais de 38 milhões foram de café cru.
TABELA DE INDICADORES





