• Futuros de arábica avançaram 1,4% na semana, fechando em US¢ 328,35/lb
• Em Londres, os preços tiveram um avanço de 0,8% para USD 5006/ton
• No mercado doméstico brasileiro, os preços de café também avançaram
• Foco continua no clima e nas estimativas para a safra no Brasil
• IBGE estimou a produção 2025/26 em 53,2 milhões de sacas
• Brasil exportou mais de 50,4 milhões de sacas de café em 2024
• Receita das exportações totalizou 67,47 bilhões de reais
Sem mudanças no ponto de vista dos fundamentos, os preços futuros de café terminaram a semana em alta, em meio a um contexto de baixa liquidez devido à alta volatilidade e ao nível elevado dos preços. Em Nova Iorque, o contrato mais ativo apresentou um avanço de 450 pontos (1,4%), para US¢ 328,35/lb. Em Londres, os preços apresentaram um incremento de USD 40/ton (0,8%), para USD 5006/ton.
No mercado doméstico brasileiro, mesmo com a queda de 0,7% do dólar, que estava sendo cotado em USDBRL 6,06 no momento da escrita deste relatório, os preços no mercado doméstico brasileiro terminaram a semana em alta. Na sessão da sexta-feira (17), os preços de café arábica foram vistos acima de R$ 2.300/saca e o café robusta com ofertas acima de R$ 2.000/saca.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 13/01 a 17/01

Do ponto de vista dos fundamentos, o cenário segue praticamente inalterado, com o foco dos agentes no clima e no potencial produtivo da próxima temporada no Brasil. Várias empresas e organizações estão coletando informações para compor suas estimativas. Nas próximas semanas, serão repercutidos os relatórios dessas organizações com suas perspectivas para a produção na safra 2025/26. Como comentado na última edição deste relatório, a inflação sobre os preços de café ao consumidor e seu impacto sobre o consumo também seguem sendo um ponto de atenção. Além dos avanços já observados, existe a expectativa de que a indústria continue repassando o aumento dos preços ao consumidor final.
Recentemente, o IBGE divulgou sua última estimativa para a safra 2025/26, projetando uma queda de 6,8% para 53,2 milhões de sacas. A produção de café arábica foi estimada em 35,6 milhões de sacas (-5,1%) e a produção de café robusta em 17,6 milhões de sacas (+0,4%). A estimativa do instituto está na faixa inferior das estimativas divulgadas até o momento. A StoneX estimou, em novembro do último ano, que a produção brasileira de café arábica teria um recuo de mais de 10%, para 40 milhões de sacas, e a produção de café robusta, um avanço de quase 21%, para 25,6 milhões de sacas. Assim como a Conab, as projeções do IBGE são historicamente subestimadas quando comparadas ao somatório entre as exportações e o consumo, que confirmam uma produção muito superior aos números divulgados pelas duas instituições governamentais.
Brasil exportou mais de 50,4 milhões de sacas de café em 2024
Na última quarta-feira (15), o Cecafé divulgou o seu relatório com as exportações de café no mês de dezembro, que totalizaram 3,8 milhões de sacas, representando um recuo de 8,1% em comparação com dezembro de 2023. Destas, 3,4 milhões de sacas foram de café cru (-10,5%), sendo quase 563 mil sacas de café robusta (+5,1%) e 2,84 milhões de sacas de café arábica (-13,1%). As exportações de café industrializado tiveram um avanço de mais de 19%, para 401,5 mil sacas. Por outro lado, a receita das exportações teve um avanço de 77% no mês, para 6,97 bilhões de reais.
Apesar do recuo no mês de dezembro, as exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2024, avançando 28,5%, para 50,44 milhões de sacas, volume 12,8% maior que o recorde anterior, que foi de 44,7 milhões de sacas em 2020. As exportações de café cru totalizaram 46,3 milhões de sacas (+30,2%), sendo 9,35 milhões de café robusta (+97,9%) e 36,94 milhões de sacas de café arábica (+19,8%).
Evolução das exportações brasileiras de café (milhões de sacas)

Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.
As exportações de café industrializado tiveram um avanço de 12,7%, para 4,14 milhões de sacas. Já a receita das exportações totalizou 67,47 bilhões de reais, contabilizando um incremento de quase 68%. Os principais destinos foram os Estados Unidos (+33,99%), Alemanha (+51,3%), Bélgica (+96,4%), Itália (+24,9%) e Japão (-6,27%). Para os países produtores, destacaram-se as exportações para o México (+141%) e para o Vietnã (+365%).
TABELA DE INDICADORES





