No Brasil, os preços de café arábica e robusta terminaram a semana em queda, seguindo o movimento dos futuros em Nova Iorque, porém de forma menos intensa. O indicado Cepea para o café arábica terminou a sexta-feira (06) cotado em R$ 1023,47/sc, representando uma queda de 1,4% com relação ao fechando do dia 29/12. A queda nos preços de robusta foi bem menos intensa, representando um recuo de 0,7% no indicador Cepea, que fechou a sexta-feira (06) cotado em R$ 693,08/sc.
Parte do otimismo com relação a produção brasileira em 2023 tem sido alimentado pelo clima no Brasil, que tem apresentado condições favoráveis ao desenvolvimento da safra 2023/24. De acordo com o último relatório Histórico e Previsão de Precipitação da StoneX, as principais regiões produtoras receberam volumes acumulados de chuva de até 550mm nos últimos 60 dias. Ainda de acordo com o relatório, várias regiões produtoras no país devem receber acumulados de até 250mm nos próximos 14 dias.
Os dados de exportações nos países produtores também seguem no radar dos agentes. De acordo com os dados do Instituto Hondurenho do Café (IHCafe), o país exportou 252,7 mil sacas de café em dezembro/22, representando uma queda de 14,8% se comparado com dezembro de 2021. Com isso, o acumulado das exportações do país no ano safra 2022/23, que se iniciou em outubro, alcançou 345,5 mil sacas, volume 3,3% inferior ao observado no mesmo período do ano safra anterior. No entanto, a Associação dos Exportadores de Café de Honduras (ADECAFEH) projeta um avanço de 10% nas exportações Hondurenhas no atual ano safra (out/22-set/23), para um total de 5,1 milhões de sacas, sinalizando uma perspectiva de recuperação da produção no país, um dos impactados negativamente pelos efeitos do La Niña.
De acordo com a Federação Nacional dos Cafeicultores na Colômbia, a produção de café no país totalizou 11,08 milhões de sacas no ano civil 2022, representando uma redução de 11,9% se comparado com a produção em 2021 e menor produção em um ano desde 2013. Volume é ainda 20% inferior a produção nos últimos 5 anos, que foi de 13,79 milhões de sacas. A forte redução na produção no país se deve aos impactos do La Niña sobre a produção do país, que tem enfrentou adversidades climáticas e excesso de chuva.
Evolução da produção anual de café da Colômbia (milhões de sacas)
Fonte: FNC. Elaboração: StoneX.
Já pelo lado consumidor, recentemente o USDA divulgou os dados de importação de café nos EUA em novembro, que totalizou 1,53 milhões de sacas, representando uma redução de 23,7% se comparado com o mês anterior, mas um avanço de 2,2% se comparado com novembro de 2021. No entanto, o volume importado é 4,1% inferior à média de importação dos últimos 3 anos. Quando analisamos o acumulado do ano, os EUA importaram 21,9 milhões de sacas entre janeiro e novembro de 2022, volume 3,6% superior ao observado no mesmo período de 2021. Porém, o acumulado das importações ainda segue inferior ao observado em 2019, ano pré pandêmico – o acumulado de 2022 ainda é 4,3% inferior ao mesmo intervalo de 2019.
Sazonalidade das importações de café nos EUA (milhões de sacas)
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Em semana de grande volatilidade no mercado cambial, dólar termina em queda
Após fortes oscilações entre perdas e ganhos, o dólar encerrou a última sexta-feira (6) cotado a R$ 5,236, um recuo de 0,8% na primeira semana do ano. A preocupações com os riscos fiscais no país foram os principais motivadores da volatilidade no mercado cambial, que chegou a marcar alta semanal de 3,7%, quando tocou máximas de R$ 5,478 no fechamento de terça-feira, antes de recuar no restante da semana. Por outro lado, o dollar index postou variação de +0,4%, fechando a semana cotado a 103,7 pontos.