• Café arábica fechou em US¢ 377,20/lb na ICE, com queda semanal de 1,9%
• Café robusta avançou 0,8%, fechando a USD 5397/t na bolsa de Londres
• Dólar teve queda de 0,8% na semana, para USDBRL 5,74
• IBGE estima a produção brasileira em 52,8 milhões de sacas
• StoneX divulgará, no dia 26/03, o próximo relatório da safra do Brasil
• ABIC não vê sinais de enfraquecimento do consumo
• Cecafé aponta queda de 10% nas exportações brasileiras de café
Os preços futuros do café arábica e do café robusta terminaram a última semana em queda em Nova York. Sem grandes mudanças do ponto de vista dos fundamentos, os preços recuaram em meio a um cenário de maior tranquilidade com relação às questões climáticas no Brasil, além de serem influenciados por fatores técnicos. Em Nova York, o contrato mais ativo, com vencimento em maio, terminou a semana com uma queda de 1,9%, cotado a US¢ 377,20/lb. Já em Londres, os preços futuros de café robusta tiveram um avanço de 0,8% para USD 5397/ton.
Com o recuo das cotações, observou-se uma maior atividade de compra por parte da indústria, devido aos preços praticados em patamares mais baixos. Enquanto isso, as origens seguem esperando, com atividade menos intensa, na expectativa de que os preços avancem de volta para o nível dos US¢ 400/lb visto há algumas semanas.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 10/03 a 14/03

Em meio a uma semana volátil, os preços do café no mercado doméstico brasileiro seguiram as movimentações no exterior e terminaram a semana em queda. O indicador Cepea para o café arábica apresentou um recuo semanal de 0,8%, para R$ 2.494,82/sc. Já o indicador para o café robusta teve um incremento de 1,5%, para R$ 2.010,56/sc. O dólar registrou uma queda de 0,8% na semana, encerrando cotado a USDBRL 5,74.
Do ponto de vista dos fundamentos, o mercado segue praticamente inalterado. A grande atenção dos participantes agora está voltada para os possíveis impactos da inflação sobre o consumo e para a colheita da safra brasileira de café, que deve ter início a partir da segunda quinzena de abril em algumas regiões.
Um dos pontos mais importantes está ligado à colheita do Brasil na temporada 2025/26. Recentemente, o IBGE divulgou sua estimativa para a safra, apontando para um volume de 52,8 milhões de sacas, sendo 34,9 milhões de café arábica e 17,9 milhões de café robusta. No entanto, os números não estão em linha com a maioria das projeções do mercado. A StoneX havia apontado, inclusive no relatório de novembro, um recuo de mais de 10% na produção de arábica para 40 milhões de sacas. Para a produção de robusta, a expectativa é de um avanço expressivo, de quase 21%, para 25,6 milhões de sacas. A StoneX segue com a equipe em campo realizando a coleta de dados nas regiões produtoras, e o próximo relatório com as atualizações das estimativas será divulgado no dia 26 de março.
Em uma matéria do Coffee Network, empresa do grupo StoneX, foi veiculada a notícia de que a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) reportou que, entre novembro de 2023 e outubro de 2024, o consumo de café teve um incremento de 1,1%, totalizando mais de 21,9 milhões de sacas. Além disso, apesar de todas as preocupações com relação à inflação sobre os preços do café ao consumidor, que já ultrapassou 50% no acumulado dos últimos 12 meses, ainda não existem sinais claros, segundo a ABIC, de uma redução na demanda no mercado doméstico brasileiro.
Na última semana, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou os dados das exportações brasileiras de café no mês de fevereiro. De acordo com o relatório, as exportações totalizaram mais de 3,27 milhões de sacas em fevereiro, o que representa um recuo de 10,4% em comparação com fevereiro de 2024. As exportações de café cru totalizaram quase 3 milhões de sacas, uma queda de 11,7%. A maior redução foi para o café robusta, com um recuo de 60%, totalizando pouco mais de 226 mil sacas. Já as exportações de café arábica tiveram um recuo de 2%, para 2,77 milhões de sacas. O café industrializado, por outro lado, teve um avanço de 6,8%, chegando a quase 278 mil sacas.
Exportações brasileiras de café cru (milhões de sacas)

Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.
Ainda de acordo com o relatório, o preço médio da saca exportada foi de mais de US$ 363, e a receita das exportações ultrapassou R$ 6,8 bilhões. No acumulado do ano-safra, que teve início em junho de 2024, o Brasil já exportou 33,45 milhões de sacas, representando um incremento de 8,8% em comparação com o mesmo período da temporada anterior. A receita acumulada já ultrapassou R$ 55 bilhões, com um incremento de mais de 86% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
TABELA DE INDICADORES



