O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Semanal de Milho

By: Raphael Bulascoschi, Intern

Banner Currencies

USDA aumenta estimativa de produção de milho, mas mercado ainda fecha semana em alta 

  • Bullish
  • Consumo aquecido a nível global;
  • USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
  • Exportações fortalecidas nos Estados Unidos;
  • Comercialização brasileira lenta e consumo doméstico aquecido.
  • Bearish
  • Encerramento da colheita do milho safrinha no Brasil;
  • Safra recorde nos Estados Unidos;
  • Incerteza tarifária.

CBOT | Os preços do milho CBOT operaram em alta por boa parte da semana passada, enquanto o mercado aguardava a publicação da nova estimativa de oferta & demanda (WASDE) do USDA. Por mais que o relatório tenha trazido um aumento do tamanho da safra de milho nos Estados Unidos, o mercado encerrou a semana em alta, com o vencimento de dezembro/25 encerrando a sexta-feira a US¢430,00/bu (+2,9%). 

As expectativas do mercado eram de um recuo na produção, puxado por uma revisão negativa para a produtividade. A produtividade menor, como esperado, veio, mas foi mais do que superada por uma revisão positiva para a área plantada do cereal no país, que foi suficiente para reforçar o cenário de produção recorde, com expectativa de colheita de 427,1 milhões de toneladas de milho no país neste ano. 

Além disso, observou-se também uma revisão positiva para as exportações 2025/26, estimada agora em 75,6 milhões de toneladas. Apesar de ainda bastante no início, o programa de exportações de milho norte-americano está bastante fortalecido, justificando essa revisão. 

No total, o resultado apontou para uma leve contração dos estoques finais, apesar da alta da produção, o que justifica parte do movimento de alta que se manifestou durante o pregão da última sexta-feira.  

Outro fator que ajuda a explicar esse movimento pode ser atribuído a uma cobertura de posições vendidas operada pelos fundos. As estimativas da StoneX apontam que devemos ter visto uma redução próxima de 17 mil contratos da posição liquidamente vendida dos especuladores na sessão de sexta-feira. Esse movimento provavelmente se associa à ideia de que não veremos, nos futuros relatórios de Oferta & Demanda, produções maiores do que a apresentada semana passada, principalmente com o desenvolvimento de doenças e clima menos favorável em diversas regiões do país no mês de agosto, o que pode significar revisões ainda menos favoráveis para a produtividade. 

Intraday (15 min) contrato de dez/25 - CBOT

image 119471

Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.

Câmbio | O mercado internacional acompanhará a decisão de juros pelo FOMC, nos EUA, nesta quarta-feira (17/09). A expectativa é de um corte de 0,25 p.p. na taxa de juros da maior economia do mundo, embora estimativas mais ousadas apontem para um corte de 0,5 p.p., que deve ser mais difícil de ser concretizado frente à postura cautelosa que tem imperado no Federal Reserve nos últimos anos.  

A ampliação do diferencial de juros entre Estados Unidos e Brasil – onde a taxa de juros deve se manter em 15% após a reunião do Copom, que também se encerrará na tarde de quarta-feira – aponta para um fortalecimento da tendência de valorização do real brasileiro, que se estende desde o início do ano. 

O corte de juros na economia norte-americana se relacionará muito mais ao enfraquecimento do mercado de trabalho no país do que a um enfraquecimento da inflação, que se mantém acima da meta, mesmo com pouco impacto das tarifas nos índices de preços. 

O mercado cambial estará atento também a possíveis retaliações do governo americano à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chamou essa ação de uma “caça às bruxas” e afirmou que os EUA “responderão adequadamente”. Ainda assim, na semana passada, viu-se um recuo dos EUA com relação às tarifas que têm o Brasil como alvo, conforme retirou-se as tarifas adicionais à celulose brasileira, o que foi muito bem recebido pelo mercado. 

Intraday (15 min) contrato de set/25 - B3

image 119521

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Brasil | Os negócios seguem pouco dinâmicos no mercado brasileiro, com o atraso da comercialização seguindo como um fator de suporte aos preços domésticos. Além disso, a continuidade do fortalecimento do real em comparação ao dólar, conforme citado anteriormente, tem afastado ainda mais o produtor do mercado por ora.  

Na B3, o vencimento de novembro/25 encerrou a semana negociado a R$68,20/saca, apresentando praticamente uma estabilidade no movimento semanal, refletindo o baixo dinamismo recente do mercado doméstico. 

O plantio da safra de verão 2025/26 segue avançando principalmente na região sul do país, com cerca de 4,51% da área plantada até a última sexta-feira, sendo um plantio ainda atrasado frente a safras anteriores. 

Argentina | O peso argentino tem mantido uma forte trajetória de queda nas últimas semanas com a crise política enfrentada pelo governo de Javier Milei. Na semana passada, esse movimento ganhou ainda mais força conforme as eleições na província de Buenos Aires entregar vitória para a maior sigla de oposição ao atual governo nacional, apontando um cenário mais difícil para o atual governo frente às próximas eleições do legislativo argentino, que acontecerão daqui pouco mais de um mês.  

Essa desvalorização do peso argentino somado a um encerramento da colheita da safra de milho no país - estimada em 49 milhões de toneladas – tem deixado o milho argentino bastante competitivo no mercado global, com os preços FOB sendo negociados pouco acima dos US$200/ton, valor próximo de outras origens fortemente competitivas, como os Estados Unidos. 

Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

image 119469image-20250902142419-3

Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)

image 119470image-20250902142429-4

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Preços físicos no Brasil (R$/sc)

image 119473image-20250902142435-5

Fonte: StoneX.

AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS

 
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Grãos e Oleaginosas

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.