• Os primeiros dias de outubro, na maioria das regiões cafeeiras, não apresentaram volumes significativos de chuva.
• As regiões produtoras do Cerrado, Sul de Minas e Rondônia são as que apresentam o maior número de períodos contínuos sem chuvas significativas.
• Espera-se a formação de corredores de umidade significativos a partir do dia 10/10.
A maior parte do Brasil tem sido afetada pela seca nos últimos meses. Abaixo, estão os volumes acumulados de chuva observados ao longo de 10 dias (decêndio) durante o ano de 2024, até o dia 04/10, e a análise dos meses de agosto, setembro e início de outubro, nas principais regiões produtoras de café arábica:
Região da Bahia:
A chuva foi bem distribuída, com volumes superiores a 15 mm ao longo de agosto. Em setembro, o volume foi um pouco menor, mas a distribuição de umidade ao longo dos decêndios manteve-se, e a primeira semana de outubro começou com baixa umidade (5 mm/decêndio).

Fonte: StoneX
Região do Espírito Santo:
A chuva foi bem distribuída e superior a 15 mm em todos os decêndios. O município de Brejetuba apresentou menor volume em comparação aos municípios de Irupi e Iúna.

Fonte: StoneX
Cerrado:
Os volumes de chuva têm sido extremamente baixos, com 18 decêndios consecutivos registrando menos de 1 mm de chuva acumulada por decêndio em todos os municípios da região. Em setembro, houve uma chuva significativa (volumes maiores que 25 mm) nos municípios de Serra do Salitre, Rio Paranaíba, Patrocínio e Carmo do Paranaíba. Nos demais municípios, como Araguari, Campos Altos e Monte Carmelo, os volumes continuam baixos, e a situação de seca é preocupante.

Fonte: StoneX
Matas de Minas:
A região apresentou volumes abaixo do normal durante o inverno de 2024, entretanto, houve chuvas com volumes entre 5 e 10 mm, o que favoreceu a umidade em comparação com outras regiões cafeeiras de Minas Gerais. Os decêndios com volumes significativos (superiores a 15 mm) foram:
• 10 de agosto, nos municípios de Divino, Espera Feliz e Manhuaçu
• 30 de agosto em todos os municípios monitorados pela StoneX (Caratinga, Espera Feliz, Santa Margarida, Divino, Manhuaçu, Simonésia)
• 30 de setembro, nos municípios de Divino, Espera Feliz e Manhuaçu
No início de outubro, no último decêndio analisado, os volumes registrados não superaram os 10 mm em todos os municípios que compõem essa região.

Fonte: StoneX
Sul de Minas:
No decêndio de agosto do dia 10, apenas o município de Boa Esperança registrou volumes superiores a 15 mm. Nos demais municípios (Alfenas, Campos Gerais, Machado, Piumhi, Três Pontas, Ibiraci, Nova Resende, São Sebastião do Paraíso e Varginha), os volumes foram insignificantes, e a seca persiste

Fonte: StoneX
Mogiana:
Em agosto no dia 10, houve chuva com volume superior a 15 mm em Espírito Santo do Pinhal. Nos outros municípios, como Altinópolis e Caconde, os volumes foram menores, enquanto em Franca e Pedregulho a seca continua sem chuva significativa.

Fonte: StoneX
ROSP:
Nos municípios de Tejupá, a chuva foi bem distribuída em agosto, nos decêndios do dia 10 e do dia 30. Em Gália, houve chuva significativa apenas no decêndio do 10 de agosto. O município de Garça não registrou volumes superiores a 10 mm nos últimos 3 decêndios.

Fonte: StoneX
Paraná:
Os municípios de Carlópolis, Ibaiti e Pinhalão apresentaram volumes de chuva significativos ao longo dos últimos meses.

Fonte: StoneX
Já para as regiões produtoras de Robusta:
Rondônia
Após o decêndio de 10 de maio, houve 13 decêndios consecutivos sem chuva significativa em todos os municípios monitorados. Apenas no último decêndio de setembro no dia 30 houve uma chuva com volumes significativos, e a primeira semana de outubro continuou com déficit hídrico.

Fonte: StoneX
Sul da Bahia
No mês de agosto, a região apresentou volumes significativos em todos os decêndios. Já em setembro, apenas no decêndio do dia 20, o município de Teixeira de Freitas registrou volumes superiores a 12,5 mm, enquanto nos demais municípios, como Eunápolis e Itamaraju, os volumes foram baixos. Outubro começou com volumes inferiores a 5 mm por decêndio.

Fonte: StoneX
Norte do Espírito Santo
Nos decêndios de agosto e setembro, todos os municípios monitorados apresentaram volumes significativos de chuva. Na região como um todo, os volumes de chuva oscilaram entre 2 e 5 mm por decêndio, garantindo uma umidade adequada para o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: StoneX
Os primeiros dias de outubro começaram sem chuvas consolidadas na maioria das regiões cafeeiras, segundo os registros observados pelo INMET.
Precipitação acumulada nos últimos cinco dias: Mapa do dia 08/10

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Fonte: Inmet
Existem divergências entre os modelos americano (GFS/CFS), europeu (ECMWF) e brasileiro (Cosmo) em relação aos volumes e à distribuição das chuvas no Brasil. Os dois últimos modelos indicam que um dos primeiros corredores de umidade, que normalmente se formam na primavera, provenientes do Equador e se junta com as frentes frias provenientes do Sul do continente, se formará com maior intensidade e abrangência a partir do dia 10/10.
Previsão de chuva acumulada (mm) para o mês de outubro: A) 09/10 - 13/10, B) 14/10 – 18/10, C) 19/10 – 23/10. *Dados provenientes do modelo GFSv2 (direita) ECMWF (esquerda) e rodado em 09/10/2024

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Fonte: Rural Clima
Os volumes acumulados esperados nos próximos 7 dias (08–13 de outubro) podem variar entre os municípios, conforme a região.
Regiões produtoras de arábica:
• Espírito Santo: São esperados entre 28 mm e 22 mm nos municípios monitorados pela StoneX.
• Cerrado: Os volumes podem variar de 38 mm em Paranaíba até 68 mm em Monte Carmelo.
• Matas de Minas: Os menores volumes podem ser registrados no município de Divino (22 mm) e o maior em Santa Margarida (60 mm).
• Sul de Minas: O município de Boa Esperança poderá registrar 52 mm, e Ibiraci pode ter volumes de até 104 mm.
• Mogiana: Altinópolis pode acumular 62 mm, e Pedregulho até 103 mm.
• ROSP: Gália pode registrar 31 mm, enquanto Tejupá pode ter até 56 mm.
• Paraná: Ibaiti pode registrar 39 mm, e Pinhalão até 47 mm.
Regiões produtoras de robusta:
• Rondônia: Cacoal pode apresentar 8 mm, e Alta Floresta D’Oeste 39 mm.
• Sul da Bahia: Eunápolis pode ter 17 mm, e Itamaraju 23 mm.
• Norte do Espírito Santo: Pancas e Vila Valério podem registrar 17 mm.
Segundo a previsão de umidade do solo proporcionada pelo modelo GFSv2 (americano), níveis adequados para a maioria das áreas produtoras do Brasil devem atingir valores superiores a 30% a partir do dia 21/10. Uma baixa umidade, inferior a 30%, pode afetar a eficiência de práticas agronômicas, como plantio, adubação e aplicação de defensivos. O solo é um dos principais recursos do agronegócio, e sua proteção contra erosão e degradação é essencial, especialmente após uma seca intensa. Portanto, recomenda-se monitorar essa variável em nível local para programar o plantio após essa data, além de manter a cobertura vegetal ou adotar a mecanização zero, com o objetivo de proteger o solo do impacto das primeiras chuvas.
Previsão da umidade do solo para as seguintes semanas: A) 08/10- 14/10 B) 15/10-21/10 e C) 21/10-28/10, conforme o modelo GFS v2, rodado em 08/10

Fonte:Rural Clima
As temperaturas estarão acima do normal apenas na semana de 07/10 a 13/10. Posteriormente, as duas semanas seguintes estarão dentro da normalidade e o mês terminará com anomalias de temperatura no sudoeste do Brasil.
Previsão da anomalia de temperatura para os meses de setembro outubro, conforme a semana: A) 08/10 - 14/10, B) 22/09 – 28/09, C) 29/09 – 05/10. *Dados provenientes do modelo CFSv2 rodado em 08/10/2024




