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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir dados econômicos do Brasil e EUA

Cotações (09h02min):
Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,1477 (+0,1%)
Dollar Index (DXY): ~98,9 pontos (+0,1%)

Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação do IPCA-15, no Brasil, e do PIB e PCE, nos EUA. Estes indicadores devem contribuir para investidores calibrarem suas expectativas para a condução da política monetária nos dois países.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto (IBGE) – 09h00min.
  • Segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano do 2º trimestre (BEA) – 9h30min.
  • Índice de Preços da Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de julho (PCE) –09h30min.
  • Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 12h45min.
  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan – 18h00min.

Inflação no Brasil

A leitura de agosto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indicou uma deflação de 0,4% no mês, ante expectativas de recuo de 0,3% dos preços.

  • Com a leitura, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,52% para 4,24%.
  • Já o núcleo do indicador, que exclui bens voláteis como alimentação e energia, indicou alta de 0,12%, reforçando a percepção de uma leitura benigna no período.

 

Por que isso é importante: A desaceleração do IPCA-15 deve elevar as apostas dos investidores por uma continuidade do ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic), reduzindo os rendimentos dos títulos públicos nacionais e dificultando a atração de capitais externos, o que enfraqueceria o real.

 

Copom adota tom mais neutro: Desde o último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), as autoridades do Banco Central têm adotado um tom mais neutro sobre a condução da política monetária.

  • No comunicado publicado após a decisão, o Copom voltou a dizer que “a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, mas descreveu um quadro inflacionário ainda preocupante e que seus próximos passos procurarão manter “a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

 

Perspectivas: Tendo em vista a falta de uma sinalização clara sobre os próximos passos, o acompanhamento da trajetória inflacionária no país será fundamental para os investidores calibrarem suas expectativas.

  • Vale ressaltar que na ata da última reunião, o Copom sinalizou uma assimetria altista de riscos inflacionários (isto é, maior risco de uma inflação mais acelerada do que mais moderada) e um descolamento das expectativas inflacionárias de investidores em relação à meta para 2027 e 2028, o que deve elevar a cautela das autoridades monetárias.
  • Até a próxima decisão de juros pelo Copom, em meados de setembro, haverá a divulgação da leitura de agosto do IPCA.

 

Dados econômicos nos EUA

A mediana das estimativas para o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), métrica utilizada pelo Federal Reserve para acompanhar a inflação para o consumidor, aponta que sua variação mensal passará de -0,1% em junho para 0,1% em julho.

  • Já o núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, deve passar de 0,1% para 0,2% no período.
  • Por sua vez, a estimativa mediana para a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre aponta para manutenção de sua taxa anualizada de crescimento em 1,5%.
  • Tais números, se confirmados, reforçam a percepção de uma economia americana menos aquecida que o antecipado, diminuindo a urgência de novas altas de juros pelo Fed.

 

Por que isso é importante: Números moderados para inflação e PIB nos EUA devem reforçar a percepção de uma economia menos aquecida, diminuindo apostas de novas altas de juros pelo Fed no curto prazo.

  • Isto, por sua vez, reduziria o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e prejudicaria a atração de capitais estrangeiros para o país, enfraquecendo o dólar globalmente.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 136537Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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