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Abertura de Câmbio

By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

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Câmbio deve refletir “payroll” e corrida eleitoral brasileira

Cotações (09h00min):
 = Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,10 (0,0%)
Dollar Index (DXY): ~99,1 pontos (+0,1%)

O mercado de divisas deve repercutir a publicação do Relatório de Situação de Emprego (“payroll”) de agosto, buscando calibrar suas expectativas para a condução da política monetária americana. No cenário doméstico, os investidores seguem acompanhando a corrida eleitoral, com mais uma pesquisa de intenção de voto reforçando a leitura de estreitamento da vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Relatório da Situação do Emprego americano de agosto (BLS) – 09h30min.
  • Balança comercial de agosto (Secex) – 15h00min.
  • Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.

Dados do mercado de trabalho

Após dois meses de números mais fracos que o antecipado para o mercado de trabalho americano, investidores antecipam uma recuperação para a leitura do Relatório da Situação do Emprego (“payroll”) de agosto.

  • A mediana das projeções aponta que a variação líquida de empregos nos Estados Unidos passou de -23 mil em julho para 55 mil em agosto.
  • Já a taxa de desemprego se manteria estável em 4,1%.

 

Por que isso é importante: Uma recuperação da geração de empregos nos EUA pode aumentar as apostas de investidores por novas altas de juros no curto prazo, o que elevaria o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e favoreceria a atração de capitais estrangeiros para o país, fortalecendo o dólar globalmente.

 

Possível alta de juros: Na semana passada, investidores voltaram a apostar majoritariamente em uma alta de juros pelo Federal Reserve na decisão de 16 de setembro após o discurso de Kevin Warsh, presidente do Fed, no Simpósio Anual de Política Monetária de Jackson Hole.

  • Warsh sugeriu que o banco central americano pode aumentar os juros se a inflação no país não estiver retornando à meta de 2% anuais “de forma clara e a uma velocidade suficiente”.
  • Ele também afirmou que o mercado de trabalho americano se mantém sólido, enquanto o cenário inflacionário apresenta riscos mais elevados, bem como que as condições financeiras americanas dificilmente podem ser consideradas como restritivas.
  • Ambas as afirmações sugerem que novas altas de juros podem ser necessárias no futuro próximo.

 

Sim, mas: Embora as falas de Warsh tenham provocado um aumento considerável das apostas por uma alta de juros, os dados recentes apontam em sentido contrário ao sugerir uma economia americana menos aquecida que o antecipado.

  • Além disso, há dúvidas sobre o que exatamente representa uma queda da inflação “de forma clara e a uma velocidade suficiente”, critério explicitado por Warsh para uma nova alta de juros.
  • Isso aumenta a importância da divulgação dos dados do mercado de trabalho desta semana e de inflação na semana seguinte, visto que podem influenciar a leitura da conjuntura macroeconômica pelo Fed em sua decisão de juros de setembro.

 

Waller reduz apostas de alta: Na quinta-feira (03), declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, reduziram as apostas dos investidores de uma alta de juros.

  • Na ocasião, Waller afirmou que “se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estarei disposto a apoiar a manutenção da taxa de juros no nível atual. Mas se a inflação vier acima do esperado, consideraria um aumento da taxa”.
  • Nesse contexto, a falta de sinalização clara (“forward guidance”) por parte de Warsh, somada aos dados recentes indicando certo desaquecimento da economia americana, mantém a incerteza entre os investidores se a decisão da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) seria de manutenção ou alta dos juros.

 

Cenário eleitoral doméstico

No cenário eleitoral, o mercado de divisas deve acompanhar mais uma pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais.

  • Ontem à noite, após o fechamento dos mercados, a pesquisa de intenção de voto do Datafolha reforçou a leitura de estreitamento da vantagem do presidente Lula sobre Flavio Bolsonaro, com 46% e 44% das intenções de voto, respectivamente, em um eventual segundo turno.
  • No último levantamento realizado pelo Datafolha, na segunda quinzena de agosto, os candidatos estavam com 47% e 43% das intenções.
  • A pesquisa tende a elevar as perspectivas de mudança de governo e favorecer o desempenho do real, embora investidores apontem que um cenário de 50/50 (onde ambos os candidatos apresentam as mesmas chances de vitória) não esteja totalmente precificado pelos mercados financeiros.

 

Por que isso é importante? Investidores se mostram cada vez mais sensíveis à aproximação das eleições presidenciais de outubro, reagindo com intensidade a notícias sobre o pleito.

  • Em particular, as reações recentes dos agentes do mercado financeiro revelam uma preferência pela eleição de um novo presidente, que poderia ser mais conservador em sua política fiscal.
  • Por isso, uma maior perspectiva de mudança de governo tende a diminuir a percepção de risco de ativos nacionais e favorecer o desempenho do real.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

image 137028Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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