O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

Leonel Mattos
Leonel Mattos

Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Banner Currencies

Câmbio deve refletir decisão de juros do Fed e expectativas para novo governo Lula

Cotações (09h05min):
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,35 (+0,1%)
= Dollar Index (DXY): ~102,3 pontos (0,0%)

O mercado de divisas deve repercutir a decisão de juros do Federal Reserve, que deve manter sua taxa de juros inalterada no intervalo entre 3,75% e 4,00% a.a. No Brasil, investidores devem seguir monitorando os desdobramentos da eleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, atentos a possíveis divulgações de medidas ou de novos integrantes da equipe econômica para calibrarem suas expectativas.

Agenda do dia (horário de Brasília):

  • Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
  • Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro (MTE) – 14h30min.
  • Decisão de juros do Federal Reserve – 15h00min.
  • Coletiva de imprensa do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh – 15h30min.

Decisão de juros do Federal Reserve

O mercado de divisas deve repercutir a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), que deve manter sua taxa básica de juros inalterada no intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano.

Por que isso é importante: A manutenção da taxa de juros pelo Fed tende a reduzir o rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e dificultar a atração de capitais estrangeiros para o país, enfraquecendo o dólar globalmente.

Contradição: Os dados econômicos divulgados desde a última decisão de juros do FOMC, em 16 de setembro, reforçaram a percepção de um balanço de riscos para a economia americana mais inclinado para a aceleração de preços, com estabilidade no mercado de trabalho, expansão da atividade produtiva e inflação mais disseminada e persistente.

  • Além disso, a economia americana continua enfrentando pressões de custos relevantes, principalmente dos preços elevados de petróleo, mas, também, da escassez global de semicondutores causada pela expansão dos investimentos em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.
  • Tais dados deveriam levar o Fed a aumentar os juros se ele fosse seguir os critérios definidos pelo seu presidente, Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole, de que a inflação precisaria cair “de forma clara e a uma velocidade suficiente” para não haver novas altas de juros.
  • Porém, há praticamente consenso de que o Comitê não aumentará os juros, em função de falas de lideranças seniores do Federal Reserve, que defenderam não haver urgência em aumentar os juros nos EUA e que o FOMC possui tempo para reunir mais informações antes da próxima alta de juros.

“Nós” quem? Kevin Warsh repetidamente fala que “nós”, do Federal Reserve, “não estamos mais no negócio de orientação futura (foward guidance)”.

  • Porém, enquanto Warsh se recusa a analisar e discutir o panorama econômico americano, os demais integrantes do Fed intensificaram suas participações em eventos, palestras e entrevistas, buscando ocupar o papel de direcionamento sobre a condução da política monetária abandonado por Warsh.
  • Desde a decisão de juros de 16 de setembro, foram mais de 40 falas públicas dos demais integrantes do FOMC buscando dar maior clareza para a trajetória dos juros dos Estados Unidos.
  • Adicionalmente, nas três decisões de juros com Warsh como presidente do banco central, investidores não obtiveram boas respostas sobre as justificativas de cada decisão até a divulgação da ata, três semanas depois.
  • Por exemplo, enquanto na última decisão Warsh sugeriu que havia uma percepção unânime de que a inflação estava acelerada demais, a ata mostrou que a maior parte dos participantes concordou em aumentar os juros para diminuir riscos de uma nova aceleração inflacionária, sem descartar as chances de uma estabilização de preços.
  • Por isso, é provável que investidores não irão obter informações concretas na coletiva de imprensa de Warsh tanto quanto às razões da decisão como em relação aos próximos passos do Federal Reserve.

 

Desdobramentos da eleição de Lula

No Brasil, investidores devem seguir monitorando os desdobramentos da eleição de Lula para a Presidência da República, buscando calibrar expectativas para a condução das políticas econômicas nos próximos quatro anos.

  • Ontem, os ativos brasileiros recuperaram parte das intensas perdas registradas segunda-feira após investidores julgarem que teria havido uma desvalorização foi excessiva, aproveitando os novos patamares da moeda para realizar lucros.
  • Ainda assim, parece evidente que os operadores do mercado financeiro estão pessimistas e descrentes em relação à condução das políticas econômicas no quarto mandato de Lula, o que deve manter a taxa de câmbio sob pressão por mais algum tempo.

Por que isso é importante: Com a vitória de Lula, investidores antecipam uma política fiscal mais expansionista pelos próximos quatro anos e, assim, com aceleração mais rápida do nível de endividamento nacional.

  • Como resultado, há forte aumento na percepção de risco fiscais de ativos brasileiros e rápida elevação na exigência de prêmios de risco de investidores, o que atua para enfraquecer o real.

 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
image 139689Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.