Os índices futuros das ações nos EUA abrem a semana em baixa (dia 11), ainda repercutindo as perdas no fechamento da semana passada, dado que a sexta-feira (dia 08) registrou o maior recuo desde o começo de fevereiro deste ano. Esta semana é importante pela publicação dos dados da inflação estadunidense, que permitirá observar os direcionamentos do mercado e das autoridades de política monetária em relação às taxas de juros.
Por sua vez, a região da Ásia-Pacífico apresenta resultados mistos. As atenções se voltaram para dois dados macroeconômicos relevantes no Japão e na China. Por um lado, o índice Nikkei 225 teve a maior queda na região, após a publicação dos dados de atividade japonesa, que mostraram um leve crescimento, salvando o país de entrar em recessão técnica. Já na China, foi o primeiro mês de aumento nos preços, após quatro meses de deflação, o que impulsou positivamente os seus índices locais.
Na Europa, os resultados são igualmente mistos. As declarações dadas pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana passada, de que o momento para cortar taxas de referência continua distante, apoiou a cautela dos investidores. No recuo do índice regional Stoxx 600 nesta segunda-feira, o destaque foi para as ações tecnológicas, que refletem os resultados observados em Wall Street e nos mercados asiáticos.
No âmbito local, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) opera em baixa, assim como o índice no exterior (EWZ, Ibovespa em dólar). Ainda é comentada a queda importante das ações no setor petrolífero, que acabaram puxando o índice para baixo na semana passada. Localmente também são aguardados os dados da inflação brasileira, que serão publicados amanhã.
A semana começa com resultados mistos para o complexo da soja. No último pregão noturno (dia 11), o principal recuo foi dos grãos, seguido pelo farelo. Os resultados do óleo, apesar de positivos, avançaram levemente.
Os mercados repercutem os últimos resultados do relatório WASDE, de oferta e demanda, publicado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira passada. Sem grandes surpresas, o balanço mundial continua indicando uma oferta maior que a demanda, o que consequente está pressionando os preços para baixo.
Como já era esperado, o USDA reduziu as perspectivas para a safra brasileira, porém, o ajuste mostra que ainda assim a produção no país não representará um recuo tão expressivo, como já tinha sido anunciado anteriormente pela StoneX. De 156 milhões de toneladas em fevereiro passado, o valor anunciado pela instituição estadunidense foi para 155 milhões de toneladas.
Preços do milho abrem a semana em queda.
Com um balanço mundial similar ao da soja, a oferta de milho também seria maior que a demanda, segundo o USDA. Além disso, os preços do cereal seguem de perto a produção de biocombustíveis estadunidense, que por aumentos nos estoques nas últimas semanas também vem reduzindo a produção.
Mantendo tendência de queda, trigo igualmente inicia a segunda-feira com perdas.
Apesar da escalada dos conflitos na região do Mar Negro, a competitividade dos grãos continua influenciando fortemente os preços internacionais. Em relação aos dados publicados pelo USDA, a produção russa foi ajustada para cima, passando de 91,00 para 91,50 milhões de toneladas.






