Os mercados em Wall Street aguardam com ligeiro otimismo a publicação dos dados da inflação nos EUA, com os índices futuros das ações operando em leve alta hoje (dia 12). Refletindo a mesma tendência, os mercados europeus também mostram resultados positivos. O destaque continua sendo o esfriamento do setor tecnológico, relevante para o direcionamento dos investimentos em renda variável.
Na região da Ásia-Pacífico, a maioria dos índices avança em terreno positivo. Enquanto o índice Hang Seng cresceu 3,05%, mostrando uma recuperação chinesa, o índice Nikkei 225 foi para o seu segundo dia de recuo. No Japão, após as divulgações de baixo crescimento econômico, é aguardada agora a divulgação dos dados de inflação, já que se espera uma mudança de direção na política monetária do país que ainda mantem taxas de juros negativas.
Já no Brasil, a terça-feira começou com o índice futuro do Ibovespa (IBOV) em alta. Uma notícia destacada hoje, é a habilitação por parte da China de 38 novos frigoríficos brasileiros, o que está impactando positivamente as ações do setor na B3. Na atualização econômica do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou um aumento na inflação brasileira. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,83% em fevereiro, quando a expectativa do mercado era de 0,78%. Os setores que mais aumentaram seus preços foram educação, alimentação e bebidas, e transporte.
O complexo da soja continua operando misto, porém, os resultados no último pregão noturno (dia 12) foram inversos aos observados ontem: grãos e farelo fecharam em alta, e o óleo apresentou perdas.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) atualizou suas estimativas de safra brasileira, cortando 2,6 milhões de toneladas. Desta forma, a instituição espera uma produção de 146,85 milhões de toneladas. Nas justificativas, está o fato de que as maiores regiões produtoras enfrentaram resultados adversos. Mas, em sentido contrário, os estados no Norte (como Maranhão, Piauí e Pará) que iniciaram o plantio mais tardiamente, obtiveram boas chuvas que favoreceram a produtividade.
Mais um fechamento de baixa para os preços do milho.
Os valores do cereal continuam pressionados pelas altas expectativas produtivas, principalmente na América do Sul. No Brasil, a CONAB reduziu a estimativa de milho para 112,75 milhões de toneladas, inferiores aos 113,69 milhões de toneladas da estimativa do mês passado.
Trigo continua em queda, mas recuos em Chicago foram inferiores aos vistos em Kansas e Minneapolis.
Nos EUA, foram anunciados novos cancelamentos por parte da China. O movimento, que começou na semana passada, ocorre em um contexto de queda contínua dos preços, onde os negociantes chineses indicaram que a decisão foi baseada por melhores ofertas registradas em outras regiões, como o Mar Negro.






