Em alta nos EUA, os índices futuros das ações apresentam ganhos nesta quarta-feira (dia 13). Os resultados mostram as perspectivas positivas dos agentes, apesar dos resultados divulgados ontem, que indicaram um aumento da inflação estadunidense. O índice que indica a inflação ao consumidor (CPI pelas suas siglas em inglês) subiu para 0,4% em fevereiro, e a variação anual ficou em 3,8%. Em janeiro, o avanço nos preços tinha sido de 0,3%, então, analistas consideram que o avanço está dentro do esperado, motivo pelo qual o otimismo em relação ao corte nas taxas de juros para o segundo semestre se mantém.
Na Europa, os índices operam mistos com a maioria em alta. O destaque do dia foi para o crescimento do Reino Unido, que apresentou uma leve recuperação de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi recebido com alívio, após a recessão técnica anunciada no mês passado.
Sem direção única hoje, as bolsas na região da Ásia-Pacífico operaram mistas. Na China, as especulações em torno a crise do setor imobiliário pesaram uma vez mais, com as ações do setor caindo após a divulgação de um declínio nas vendas. Já no Japão, as ações também continuam em declínio diante da possibilidade de uma mudança na política monetária.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abre em baixa, seguindo o resultado do EWZ no exterior (Ibovespa em dólar). Ontem, o resultado foi positivo puxado pelas repercussões positivas no setor pecuário, que terá mais possibilidades de exportar para a China, assim como pela recuperação das ações no setor petrolífero, que possuem um peso importante na composição do índice IBOV.
Invertendo as tendências de ontem, o complexo da soja apresentou resultados mistos no último pregão noturno (dia 13), mas houve uma queda maior nos grãos.
Apesar das divulgações com cortes para a próxima safra brasileira, os preços recuaram. Sem grandes mudanças no mercado, foi observada uma maior negociação de posições líquidas vendidas, o que indica movimentos especulativos na reta final da safra 2023/2024.
Seguindo com as baixas, os preços do milho fecharam novamente em terreno negativo.
Para o cereal, há uma preocupação em relação as condições climáticas para a safrinha brasileira, importante para determinar a oferta mundial final. Espera-se algum volume de precipitação para os próximos dias, contudo, perspectivas indicam que poderia haver escassez hídrica nas principais regiões produtoras nos próximos meses.
Novamente em baixa, trigo continua recuando.
Com os grãos russos e ucranianos pressionando os preços internacionais, a notícia do dia conta que a França aumentou as suas estimativas para os estoques locais, o que pressionaria ainda mais os preços europeus que continuam diminuindo seus mínimos.






