Em alta nos EUA, os índices futuros das ações começam a quinta-feira (dia 21) continuando a tendência otimista dos últimos dias. Ontem, os índices fecharam com ganhos consistentes, após os investidores receberem com entusiasmo o discurso do Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), que anunciou a possibilidade de três cortes nas taxas de juros ainda em 2024.
Na Europa os resultados igualmente são positivos nos valores das ações, após dados econômicos indicarem a recuperação das duas principais economias da Zona do Euro: Alemanha e França. Após um final de 2023 de retração, e começo desafiador de 2024, a economia alemã se recupera principalmente na atividade de serviços, enquanto a recuperação da indústria continua mais lenta. A mesma característica de recuperação se observa na economia francesa, porém, com uma redução maior na diminuição da demanda por bens e serviços.
Os avanços em Wall Street se estenderam até a região da Ásia-Pacífico, onde a maioria dos índices mostraram avanços. O destaque do dia está no iene japonês, que continua se desvalorizando, após o Banco Central do Japão anunciar a mudança na sua política monetária, encerrando o ciclo de taxas de juros negativas.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu oscilando hoje. Após uma apertura positiva, o índice caiu. Na decisão do Banco Central do Brasil ontem, a taxa de juros (Selic) foi reduzida pela sexta vez consecutiva, com um corte de 0,5 ponto percentual (p.p.), passando a ter um nível de 10,75%.
Recuperando ganhos, os grãos e o farelo fecharam em alta no último pregão noturno (dia 21). Em sentido contrário, o óleo apresentou leve recuo.
Após notícias da Argentina, onde foi indicado que excessos de chuvas poderiam influenciar o resultado da safra, os preços voltaram a subir pela preocupação com o balanço do país. Na fase final da soja plantada mais tardiamente, uma excessiva quantidade de água nas lavouras poderia prejudicar a produtividade final da produção argentina, porém, ainda é cedo para estimar as perdas.
Os preços do milho fecharam em terreno positivo no mercado noturno.
É esperada uma recuperação nas compras asiáticas, principalmente na China. Segundo as últimas estatísticas publicadas pelo país asiático, das 6,19 milhões de toneladas de milho importadas entre janeiro e fevereiro deste ano, 66,2% foram enviadas do Brasil, o que implica um aumento de 178% quando comparado ao comercializado no mesmo período do ano passado.
Preços do trigo apresentam ganhos.
Apesar dos cancelamentos feitos na última semana pela China, principalmente de cereais estadunidenses e australianos, novos recordes de compras estão sendo registrados pelo maior importador de alimentos do mundo.
Especificamente sobre a Australia, os dados aduaneiros chineses indicaram que, nos dois primeiros meses de 2024, quase duplicaram em comparação ao mesmo período do ano anterior, mostrando que, apesar das incertezas com o crescimento econômico na China, as importações de alimentos continuam em alta.






