Após uma maior cautela observada no começo da semana, hoje (dia 26) os índices futuros das ações voltam a operar com ganhos nos EUA. O mercado aguarda também dados importantes, como a publicação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2023, na próxima quinta-feira, assim como a inflação de consumo pessoal (índice PCE, por suas siglas em inglês), que sairá na sexta-feira, e trará mais informações sobre o andamento de economia estadunidense.
As bolsas europeias apresentam resultados mistos, onde se destacam as ações dos setores alimentícios e de viagens, que apresentaram os maiores ganhos, enquanto as ações de mineração recuaram. Apesar da atividade na econômica na Zona do Euro apresentar uma incipiente recuperação, novas projeções indicam que o crescimento seria menor ao esperado. Desta forma, cortes na taxa de juros a partir do segundo semestre de 2024 são esperados para injetar estímulos.
Igualmente com comportamento misto, os mercados asiáticos se estabilizam após o otimismo gerado pelos resultados em Wall Street no final da semana passada. O destaque do dia é visto na Coréia do Sul, onde o índice Kospi atingiu seu máximo dos últimos dois anos, liderado por avanços nas ações do setor tecnológico.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abre novamente em baixa, repercutindo os resultados do fechamento de ontem, onde se observou um leve recuo de 0,08%. Apesar da alta nas ações petrolíferas, puxadas pela subida internacional do petróleo, recuos na maioria dos outros setores puxaram a balança para o lado negativo. O Banco Central do Brasil publicou a ata de última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), onde é indicado que o processo desinflacionário continua lento, nas conjunturas tanto nacional como internacional, gerando incertezas em relação ao tempo para voltar a uma estabilização. No entanto, na economia brasileira, é observado um comportamento mais controlado nos alimentos e produtos industriais, ficando as maiores instabilidades com o setor de serviços.
Recuos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 26).
As confirmações de bons resultados na América do Sul, que aumenta os estoques globais, estão exercendo pressão nos preços em Chicago. Na sua divulgação semanal de inspeções nos portos norte-americanos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que houve um aumento na soja para exportação, que passou de 700 mil para 768 mil toneladas.
Preços do milho continuam diminuindo.
Uma recuperação nos níveis de chuvas em regiões brasileiras que já iniciaram o plantio da segunda safra de milho aliviou as perspectivas, após algumas regiões produtivas terem indicado stress hídricos nas últimas duas semanas, gerando maior preocupação na oferta.
Novas perdas para os preços do trigo.
Como visto anteriormente, após um aumento nos conflitos no Mar Negro, quando “normalizado” o comércio internacional, os preços voltam a se estabilizar, ou diminuir. Desta forma, após passada a preocupação com as exportações russas, as atenções se centram agora para a divulgação, por parte do USDA, nas novas estimativas de plantio e estoques que correrá na próxima quinta-feira.






