Após oscilações nos primeiros dias da semana, os índices futuros das ações operam em alta na “super quarta-feira” (dia 10) nos EUA. A denominação especial para hoje é porque, além da divulgação dos dados da inflação estadunidense, também será divulgada a ata de última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed). As expectativas do mercado são de que a inflação tenha se elevado 0,3% em março com relação ao mês anterior.
Levemente em alta, os mercados europeus acompanham os acontecimentos estadunidenses. O destaque do dia foi para a divulgação dos balanços de uma empresa suíça relevante no setor de alimentos, especificamente com produtos derivados do cacau, que apresentou altas nas receitas semestrais. Na região da Ásia-Pacífico, a surpresa do dia foi a diminuição na qualificação do crédito soberano chinês, que puxou os índices para baixo.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em baixa aguardando os resultados da inflação. No decorrer da manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que um aumento de 0,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), abaixo do esperado pelo mercado, que indicava alta de 0,25%. O resultado é igualmente inferior ao observado no mês anterior, onde se tinha visto alta de 0,83%. Desta forma, se espera que os investidores sigam de perto as notícias vindas desde os EUA.
Leve recuperação dos grãos e do farelo de soja, mas recuo nos preços do óleo no último pregão noturno (dia 10).
Antes da divulgação dos balanços de oferta e demanda por parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o mercado faz as suas apostas, esperando, em princípio, variações para o Brasil e a Argentina, o que deu sustentação aos preços.
Do anterior valor de 155 milhões de toneladas projetadas em março para o Brasil, analistas do mercado acreditam que o USDA possa diminuir para 151,7 milhões de toneladas a estimativa. Já para a Argentina, é esperada uma correção para cima, de 50 para 50,5 milhões de toneladas.
Preços do milho também se recuperam antes de novos dados do USDA.
No caso do cereal, são esperados cortes tanto para a produção brasileira como para a argentina. A produção de milho no Brasil cairia para 121,8 milhões de toneladas, das 124 publicadas no último relatório. E no caso da Argentina, a produção cairia de 56 cairia para 55,6 milhões de toneladas.
Após dois dias em queda, preços do trigo voltam a se recuperar.
Com novos ataques russos registados no Sul da Ucrânia, a preocupação latente com os envios desde o Mar Negro permitiu um avanço dos preços nos EUA.






