A semana termina com os índices futuros das ações abrindo em baixa nos EUA nesta sexta-feira (dia 12). Os investidores aguardam para hoje a divulgação dos balanços dos principais bancos. Sem direção única, os fluxos de investimentos vêm oscilando no setor de renda variável, mas ontem as empresas “big tech” fecharam com ganhos.
Por sua vez, os mercados acionários europeus operam todos em alta, liderados pelas subidas nas ações das mineradoras, que aproveitam o rali nos preços internacionais do minério de ferro. Em matéria econômica, o Banco Central Europeu (BCE) resolveu manter ontem a taxa de juros de referência em 4.5%. Além disso, outra notícia importante na região foi a recuperação da produção econômica do Reino Unido, que aumentou 0,1% em fevereiro. Apesar de ser um leve avanço, é um sinal positivo após a recessão observada em 2023.
Já na região da Ásia-Pacífico, a maioria apresenta baixa, com exceção do índice Nikkei 225 no Japão. A surpresa do dia foi a atualização do balanço comercial na China, que após um crescimento no começo do ano, sofreu uma retração nas exportações em março. O mercado esperava uma alta de 0,1% nas vendas líquidas por exportações, mas houve uma queda de 7,5% quando comparado ao mesmo mês do ano passado.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu novamente em baixa. Se bem as ações petrolíferas e das mineradoras sobem, o setor financeiro recua, pesando no balanço. Nas notícias econômicas, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicou que houve uma queda de 0,9% no setor de serviços em fevereiro.
Com ganhos, o último pregão noturno da semana (dia 12) foi positivo para o complexo da soja.
O mercado se movimentou após a divulgação do relatório de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), uma vez que não houve mudanças das estimativas da instituição para a safra de soja brasileira.
Desta forma, o USDA espera 155 milhões de toneladas, a estimativa da StoneX se situa em 150,80 milhões de toneladas e a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indica 146,52 milhões de toneladas. Dado que a diferença entre o menor e maior é de quase 10 milhões de toneladas, se observa uma maior cautela entre analistas e investidores.
Ainda em alta, preços do milho avançam para buscar um balanço semanal positivo.
Foi igualmente comentada a expectativa para o milho na América do Sul, uma vez que o USDA ajustou a sua estimativa para a produção argentina, de 56 para 55 milhões de toneladas. Porém, a Bolsa de Comércio de Rosário fez um ajuste muito mais apertado, baixando para 57 para 50,5 milhões de toneladas a próxima produção do cereal. Isto porque, a maioria do milho foi plantada tardiamente, e a falta de chuvas assim com a invasão de cigarrinhas em parte importante das plantações afetaria parte da produtividade potencial.
Resultados mistos para os preços do trigo.
A semana termina com resultados diferentes na produção europeia. Desta forma, por um lado, foi informado que excessos de chuvas estariam afetando os resultados na França e no Reino Unido, enquanto na Alemanha, na Espanha e na Polônia um clima com a umidade ideal e temperaturas mais cálidas brinda boas expectativas.






